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Sampaio da Nóvoa: Não se podem aceitar desigualdades sociais
Quarta, 25/04/2018
O académico António Sampaio da Nóvoa, antigo candidato à presidência de Portugal, destaca o caminho percorrido no país desde o 25 de Abril de 1974 e considera que “não há comparação possível entre o Portugal de 74 e o Portugal de 2018”.

“Não há comparação possível do ponto de vista democrático, do ponto de vista de qualidade de vida, do ponto de vista da qualidade da educação, do ponto de vista da qualidade da saúde, do ponto de vista do que é a nossa vida. Não há comparação possível. Mas ao dizermos isso, quem viveu essas utopias todas de Abril nunca está satisfeito e queremos mais”, afirmou António Sampaio da Nóvoa.

O académico considera que há, no entanto, problemas que persistem. Para António Sampaio da Nóvoa, é inaceitável o cenário de desigualdades sociais que ainda marca Portugal.

“É olharmos para as estatísticas europeias e vermos que estamos bem na educação, na saúde, na liberdade de expressão e vermos que estamos bem em um conjunto de outros indicadores e vermos que estamos muito mal no indicador das desigualdades sociais. Continuamos a ser um dos países europeus onde existem mais desigualdades sociais e esse é provavelmente o tema em relação ao qual temos de nos mobilizar colectivamente. Não podemos aceitar estas desigualdades sociais que continuam a marcar tanto o nosso país”, acrescenta.

António Sampaio da Nóvoa é representante Permanente de Portugal junto da UNESCO. Em Macau, o também antigo reitor da Universidade de Lisboa, recebeu esta semana o título de professor honorário do Instituto Politécnico.

António Sampaio da Nóvoa é convidado desta semana do programa Rádio Macau Entrevista.