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Sampaio da Nóvoa: Património deve ter “escrutínio público"
Segunda, 23/04/2018
António Sampaio da Nóvoa, o novo Representante Permanente de Portugal junto da UNESCO, considera que os locais classificados como Património da Humanidade devem ser sujeitos a escrutínio público.

Apesar de não comentar a conservação do património da UNESCO em Macau, Sampaio da Nóvoa destaca o papel dos activistas em geral.

“Haver activistas, organizações nacionais e internacionais que fazem esse escrutínio público é, a meu ver, muito importante e é essencial para que determinados bens não se degradem e não sejam abandonados e fruto de intervenções que o descaraterizem, seja do ponto de vista arquitectónico, cultural ou do ambiente social”, afirmou.

Sampaio da Nóvoa defende que “as cidades são organismos vivos, são coisas vibrantes e os bens têm que ter futuro”. Assim, qualquer intervenção “tem que ser feita com cuidado”.

A Associação Novo Macau tem nos últimos anos manifestado à UNESCO preocupações em relação à preservação do centro histórico de Macau.

Entretanto, o Centro de Património Mundial da UNESCO aguarda o envio pelas autoridades de um relatório das autoridades sobre Macau até 1 de Dezembro.

Já em reação ao mais recente relatório do Departamento de Estado norte-americano sobre Macau, que apontas “restrições à liberdade de imprensa e académica”, Sampaio da Nóvoa preferiu colocar a questão “em termos gerais”.

“A ideia de liberdade é absolutamente central em todos os momentos, não há uma universidade sem uma dimensão de liberdade”, afirmou.

António Sampaio da Nóvoa, ex-reitor da Universidade de Lisboa e ex-candidato à presidência da República, foi distinguido hoje com o título de professor honorário do Instituto Politécnico pelo respectivo presidente, Lei Heong Iok.

O académico destacou António Sampaio da Nóvoa como “professor distinto e de méritos reconhecidos” e “cidadão empenhado”.

Fátima Valente