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EUA criticam falta de liberdade de imprensa em Macau
Sábado, 21/04/2018
Restrições à liberdade de imprensa e académica, as dificuldades dos cidadãos em mudar o Governo e o tráfico de pessoas. São esses os principais problemas de Macau em 2017, de acordo com o relatório anual sobre direitos humanos do Departamento de Estado norte-americano, citado pela agência Lusa. O relatório foi divulgado esta sexta-feira.

“Os media praticam autocensura, em parte porque o Governo subsidia os principais jornais e por isso, sobre questões políticas delicadas, tendem a ficar ao lado do governo”, de acordo com o relatório.
Apesar disso, o documento aponta que os “órgãos de comunicação local expressam um alto número de pontos de vista”.

Os Estados Unidos lembram que, no dia 28 de Agosto, a Associação de Imprensa Portuguesa e Inglesa de Macau divulgou uma declaração em protesto, devido ao pedido da Comissão de Assuntos Eleitorais de Macau a um jornal local para remover do site uma entrevista com um candidato à Assembleia Legislativa. Neste caso, falamos de uma entrevista publicada no semanário Plataforma a José Pedruco Achiam, na altura número 12 da lista da deputada Angela Leong.

O documento refere que, em Agosto, as autoridades detiveram duas pessoas por, alegadamente, espalharem informações falsas durante a passagem do tufão Hato. São também mencionados os 15 jornalistas de Hong Kong com entrada negada no território, por serem “ameaças à segurança interna”.

Na parte educativa, o relatório aponta que os académicos sofreram de alguma autocensura e “relataram que muitas vezes são impedidos de estudar ou de falar sobre tópicos relacionados com a China".

Os norte-americanos realçam, contudo, a boa atitude do Governo em relação a investigações por parte das organizações não-governamentais no território, já que “operam normalmente sem interferência”.

Sobre China, surge na lista de países onde os direitos humanos não são respeitados. O grupo compreende países como o Irão, a Rússia ou a Coreia do Norte.

Portugal também é citado no relatório. A falta de condições nas prisões, “muitas vezes sobrelotadas”, e os maus tratos a prisioneiros merecem reparos do Departamento de Estado norte-americano.

TDM – Rádio Macau