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Português na China: Desafios ao ensino aumentam com procura
Sexta, 20/04/2018
Em dez anos, o número de universidades do interior da China a ensinar português aumentou para quase 40. Para o coordenador do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau (IPM), Carlos André, o aumento da procura traz novos desafios.

“Não se trata apenas de dar formação a professores, trata-se de dar um passo mais longe, que é no sentido de apoiar estes professores nas suas carreiras académicas", afirmou.

“Já estamos a lidar com professores universitários que se querem professores universitários de carreira, têm teses de mestrado e de doutoramento para fazer, têm artigos para publicar em publicações científicas, e que além do apoio na sua actividade pedagógica, precisam de apoio na sua actividade científica”, sublinhou.

Melhorar os canais de comunicação com as universidades da China é outro objectivo, apontou Carlos André.

“Ficou muito claro que nós, face a um xadrez com esta dimensão, precisamos de melhorar o sistema de comunicação e precisamos de compartilhar muito mais as nossas actividades”, observou.

Um sistema de comunicação que seja, acima de tudo, “eficiente, tendo em conta que estamos todos no mesmo país”, acrescentou.

Carlos André falava aos jornalistas após um encontro com professores de português do interior da China.

No encontro participaram 31 de 38 universidades chinesas que ensinam português. Um número visto por Carlos André como muito satisfatório.

O coordenador do Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa falou ainda no desejo de realizar esta reunião com universidades chinesas anualmente. Algo que vai depender das agendas das várias instituições académicas.

Fátima Valente