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Autocarros: Deputados pedem segurança rodoviária
Quinta, 19/04/2018
Os autocarros dominaram hoje as intervenções dos deputados antes da ordem do dia na Assembleia Legislativa. Em destaque os acidentes mortais registados desde o início do ano, a insuficiência de motoristas, a segurança rodoviária e o aumento da tarifa única de bordo para seis patacas, já a partir de Sábado.

Numa intervenção conjunta com Kou Hoi In e José Chui Sai Peng, Ip Sio Kai apontou o problema da segurança rodoviária, a pressão e o cansaço dos motoristas. Além disso pediu ao Governo para rever a localização das passadeiras e sensibilizar a população a atravessar as ruas em segurança.

As reivindicações surgem depois de dois acidentes mortais que envolveram autocarros, já este ano. O mais recente no fim de semana passado: um idoso de 80 anos foi atropelado por um autocarro da Transmac enquanto atravessava a passadeira, na estrada Governador Nobre de Carvalho.

“O sistema de segurança rodoviária tem implicações com as centenas de milhares de residentes e com os 30 milhões de turistas, por isso a administração tem o dever de fazer mais ao nível da segurança rodoviária, bem como elevar a qualidade dos transportes públicos, com vista a garantir a segurança e comodidade de residentes e turistas”, afirmou Ip Sio Kai.

A deputada Angela Leong afirmou pelo mesmo diapasão e pediu medidas: “Face à ocorrência de vários acidentes, envolvendo autocarros neste último ano, as empresas afirmaram que a velocidade máxima nos autocarros já estava em vigor há dois anos, e que iam instalar sistemas de controlo e reforçar a consciência dos motoristas sobre a segurança, mas estas são medidas paliativas”.

“O mais importante é que o Governo, que tutela este serviço, faça uma avaliação global do mecanismo de supervisão das três concessionárias, exigindo que aperfeiçoem a gestão, as orientações e as regras de segurança”, acrescentou.

Já o deputado Si Ka Lon quis saber as razões para o aumento de 100 por cento nas tarifas dos autocarros. Até agora as tarifas variavam consoante a distância, e tinham um preço médio de 3 patacas e 90 cêntimos. A partir de sábado, a tarifa de bordo única passa a seis patacas para todos: residentes, não residentes e turistas.

“Porque é que o Governo aumenta as tarifas sem prometer o aumento da qualidade dos serviços?”, questionou Si Ka Lon.

Também Leong Sun Iok falou no descontentamento da população e pediu uma política mais activa das autoridades no planeamento sobre transportes colectivos. Entre outros, pediu a melhoria de itinerários, alagar a cobertura das paragens e mais autocarros nas horas de ponta.

O deputado eleito pela ala dos Operários recordou que os contratos de exploração com as três concessionárias terminam em Julho, e que o Governo deve aproveitar a oportunidade para nos novos contratos definir um mecanismo razoável de actualização das tarifas.

Fátima Valente