Em destaque

25 de Abril de 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9,0449 patacas e 1,1156 dólares norte-americanos.

 

Chui Sai On afasta “pressão política” nas cartas de condução
Terça, 17/04/2018
O chefe do Executivo, Chui Sai On, afastou hoje qualquer pressão política na questão do acordo com vista ao reconhecimento mútuo das cartas de condução entre Macau e o interior da China. Um acordo que está a ser conduzido pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas, e que ainda não tem calendarização, segundo Chui Sai On.

“Não se trata de uma pressão política. Isso passou pela equipa do secretário Raimundo do Rosário, passou pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública, e é fruto de um estudo”, afirmou o chefe do Executivo.

Chui Sai On respondia ao deputado Au Kam San, que, por sua vez, pegou numa resposta anterior dada a Ng Kuok Cheong para atacar o que chamou de “atitude irresponsável” do chefe do Executivo.

“A sua resposta ao deputado Ng Kuok Cheong começou por dizer que [a questão do reconhecimento mútuo das cartas de condução estava] de acordo com a política de integração de Macau, definida pelo país, e antes era para facilitar a vida da população. Afinal trata-se de uma missão política”, disse Au Kam San.

O deputado insistiu que mesmo sendo uma política da nação, o chefe do Executivo tem a responsabilidade de insistir perante o Governo central que Macau é um território pequeno e com características próprias. “Macau não consegue suportar a pressão resultante do facto de tantos condutores da China conduzirem na cidade”, resumiu.

Au Kam San sublinhou a necessidade de “ouvir a população” sobre a questão: “Acho que temos de fazer uma consulta pública”.

Antes Ng Kuok Cheong questionou se o reconhecimento mútuo entre Macau e a China de cartas de condução de veículos ligeiros não contraria a política de utilização dos transportes públicos promovida pelo Governo de Macau. Chui San On garantiu que a medida não vai causar grande impacto na sociedade de Macau.

“O que devo salientar é que o reconhecimento da carta de condução tem a ver com o reconhecimento da qualidade de condução, mas não é equivalente à entrada em Macau de veículos motorizados”, disse.

Fátima Valente