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Fong Soi Kun: Neto Valente considera injusta sanção aplicada
Sexta, 13/04/2018
O advogado Jorge Neto Valente considera que se trata de “uma grande injustiça” a decisão de aplicar quatro anos sem reforma a Fong Soi Kun, antigo director dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos.

“Acho que é uma total ausência de proporcionalidade do sistema e ainda pasmo por ver gente a exigir mais, a dizer que a pena de demissão que é curta, que a lei tem de ser mudada para mais. Não sei se querem por a pena de morte ou a prisão perpétua”, afirma Neto Valente.

O também presidente da Associação dos Advogados lembra ainda o trabalho realizado por Fong Soi Kun: “Um indivíduo que tem 30 e tal anos de serviço – bom serviço. É só ver as classificações dele - sempre bem classificado. Foi presidente do Comité dos Tufões”.

“Agora responsabilizam o antigo director como se ele tivesse içado o sinal duas horas antes não tivesse havido tufão, ou não tivesse havido inundações ou não tivesse morrido gente”, acrescenta.

Neto Valente considera ainda que “em processos disciplinares também tem havido atitudes populistas”.
“As pessoas são condenadas através da imprensa e dos órgãos de comunicação, em geral, mesmo antes de ser fazer se fazer inquéritos. Aliás quando se começa o inquérito, o Dr. Fong [Soi Kun] dos [Serviços] Meteorológicos já estava condenado. Quando começa o inquérito já se sabia que ele ia ser crucificado”, adianta.

Recorde-se que Fong Soi Kun vai ficar quatro anos sem receber pensão, na sequência do processo disciplinar aberto depois do tufão Hato, a 23 de Agosto do ano passado.

Fong Soi Kun foi alvo da pena mais elevada prevista no Estatuto dos Trabalhadores da Administração Pública – a pena de demissão.

Gilberto Lopes com Marta Melo