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CCAC diz que há melhorias nos casos de corrupção eleitoral
Quarta, 11/04/2018
O Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) concluiu que houve uma melhoria quanto aos casos de corrupção eleitoral nas últimas eleições. O relatório de actividades do CCAC, publicado esta quarta-feira, faz um balanço positivo do processo eleitoral. A entidade dirigida pelo Comissário André Cheong acredita que parte disso deve-se “à maior consciência da população” para que as eleições sejam mais limpas e imparciais.

A grande preocupação do Comissariado Contra a Corrupção continua a ser as actividades associativas que “visam atribuir benefícios e prendas em busca de votos”. Também aqui, o CCAC diz que houve, pelo menos, “uma redução significativa no número de actividades organizadas pelas candidaturas destinadas à chamada atribuição de benefícios”, isto em comparação com as últimas eleições.

O comissariado diz mesmo a dada altura do relatório que as situações de compra de votos encontram-se “praticamente extintas”, mas há ainda um grande número de casos de associações que apoiavam candidatos às eleições “a promoverem actividades onde acontecem actos de propaganda eleitoral”. Estes casos podem incorrer na prática de corrupção.

Para o futuro, o CCAC aconselha a que sejam dados a conhecer “quais os valores dos benefícios oferecidos” e também que seja divulgado o número relativo de pessoas que participam nas actividades. O comissariado acredita que para haver influência nos votos, “é preciso um grande número de pessoas”, por isso a quantidade de participantes é considerada fundamental, para, no futuro, combater a corrupção nestas práticas.

O CCAC fala também do “incidente do pequeno-almoço”, que aconteceu no dia das eleições e que levou a denúncias da população. O comissariado relativizou o incidente e escreve que “demonstra bem o clima de tolerância zero que está incutido na sociedade de Macau” no que a corrupção eleitoral diz respeito. Para além disso, reforça o apelo do CCAC para estabelecer os valores das vantagens oferecidas.

O CCAC realizou um total de 5.089 acções de fiscalização in loco desde Março até ao dia das eleições, a 17 de Setembro do ano passado.

João Picanço