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Sulu Sou satisfeito por processos decorrerem em simultâneo
Segunda, 09/04/2018
O activista Sulu Sou considera positivo poder avançar com os dois processos que tem a correr em tribunal em simultâneo.

A data do julgamento do crime de desobediência qualificada foi marcada na semana passada pelo Tribunal de Base. Sulu Sou vai ser julgado em 14 de Maio, num caso que também tem como arguido Scott Chiang, e que tem por base um protesto em Maio de 2016. O caso levou à suspensão do mandato de deputado em 04 de Dezembro.

Em Fevereiro, o Tribunal de Segunda Instância decidiu a favor da Assembleia Legislativa, em relação à providência cautelar apresentada pelo deputado com o mandato suspenso.

Em causa, o pedido feito por Sulu Sou ao tribunal para continuar em funções como deputado enquanto não houver uma decisão final sobre o recurso contra a decisão do plenário de lhe suspender o mandato.

Sulu Sou apresentou entretanto um recurso contencioso para o Tribunal de Última Instância (TUI), que ainda não se pronunciou.

“Estou contente por a juíza do tribunal de primeira instância aceitar a nossa posição de que o recurso não deve interferir ou afectar o caso criminal, de forma a podermos seguir ambos os casos ao mesmo tempo”, disse hoje Sulu Sou.

“Nós insistimos em recorrer da decisão da Assembleia Legislativa. A nossa ideia é que houve ilegalidades ou injustiças nos procedimentos da minha suspensão. Agora podemos enfrentar os dois casos e prepará-los individualmente. Pensamos que é positivo para nós”, acrescentou.

O activista falava aos jornalista à margem de uma iniciativa da Associação Novo Macau, que entregou hoje uma carta ao Comissariado para a Corrupção a pedir uma investigação ao projecto do terreno da Fábrica de Couro de Vaca, na Rua dos Pescadores.

Além do processo e recurso, Sulu Sou está a ser alvo de outra investigação criminal. Em causa está o crime de desobediência por alegadas violações à proibição de propaganda eleitoral fora do período oficial de campanha.

Fátima Valente