Em destaque

25 de Abril de 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9,0449 patacas e 1,1156 dólares norte-americanos.

 

Fórmula 2+2 é a que mais convence
Sexta, 16/03/2012

Mais dois deputados eleitos pelo sufrágio directo, outros tantos pelo indirecto, e mais 100 membros no comité eleitoral para o Chefe do Executivo. É o que defende a maior parte dos representantes dos órgãos consultivos na área da administração e justiça, de instituições jurídicas e das associações de funcionários públicos.

 

Dos 111 presentes ontem à noite na primeira sessão da consulta pública sobre o desenvolvimento do sistema político, apenas 20 dispuseram de tempo para falar.

 

Lei Ng Kong, da Associação dos Estudantes Universitários de Macau, foi um dos que deu voz à opinião generalizada de que deve haver mais representantes dos sectores profissional, social e cultural, da classe média, mulheres e jovens. "Se calhar as vozes dos jovens podem não ser muito bem acolhidas pela sociedade. Por isso, acho que devemos tentar em cada sector ter uma participação de jovens. Ou até se pode criar um sector” específico, sugeriu.

 

Pereira Coutinho, presidente da Associação de Trabalhadores da Função Pública, defendeu quatro deputados pelo sufrágio directo, em assentos a retirar do grupo de nomeados pelo Chefe do Executivo. O também deputado considera que a sociedade local não é tão harmoniosa como o Governo quer fazer transparecer e que não há um consenso generalizado.

 

Já a representante do Conselho Consultivo dos Assuntos Comunitários, Leong Men Ian, manifestou satisfação por poder votar em Macau, onde entende que a população gosta de viver. Não compreende, por isso, as manifestações, alturas em que “tantas pessoas saem à rua a protestar, dizendo que isto é bom, aquilo não é bom”. Leong admite que “os filhos da terra” se manifestem, mas só se houver razão para tal.

 

No entanto, a jovem considera estranha a actual distribuição de lugares na Assembleia Legislativa por sectores de actividade, pelo que defende que mais representantes da parte laboral, da educação, e também dos médicos e enfermeiros.

 

Hoje à noite decorre no Centro Cultural a segunda sessão da consulta pública sobre o desenvolvimento do sistema político – a primeira de três abertas ao público, nesta segunda fase do processo.