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Burlas telefónicas: Prejuízos de 2,3 milhões desde Janeiro
Quarta, 28/03/2018
Desde Janeiro, as burlas telefónicas causaram prejuízos de 2,3 milhões de patacas, de acordo com dados da Polícia Judiciária (PJ). O valor é ligeiramente inferior ao do último trimestre de 2017, quando esta prática criminosa resultou em perdas de 2,5 milhões de patacas. Mas o número de burlas baixou para cerca de um terço.

Os dados têm por base as queixas recebidas pelos Serviços de Alfândega, Polícia Judiciária e Polícia de Segurança Pública e resultam da soma dos prejuízos em várias moedas, incluindo Yuan e dólar da Nova Zelândia.

De acordo com a PJ, entre Setembro e Dezembro houve 1596 burlas telefónicas. Destas, 48 resultaram em prejuízos.

Já este ano, nos primeiros três meses, o número caiu para cerca de um terço. Até ao passado domingo as autoridades registaram 452 casos, 31 dos quais implicaram perdas económicas.

Este sábado foi detido um cidadão de Taiwan. É apontado pelas autoridades como um dos principais membros de um grupo activo em Macau, responsável por burlas no Verão passado.

Com esta detenção subiu para quatro o número de detidos por alegadas burlas telefónicas, desde Julho passado, de acordo com a Polícia Judiciária.

Uma nova vaga de burlas telefónicas atingiu Macau desde o fim de semana passado. O esquema fraudulento tem origem em chamadas não identificadas, com indicativos de países como a Papua Nova Guiné ou o Sudão.

As chamadas duram apenas um toque e quem responde à chamada acaba a pagar o valor de uma chamada internacional dos destinos mais caros.

Já hoje, o director da PJ, Sit Chong Meng, disse que nos últimos dias houve consultas de informações sobre estes novos casos de burlas telefónicas, mas nenhuma queixa formalizada.

O director da Polícia Judiciária descreveu estas chamadas como “muito estranhas”, mas afirmou que as operadoras de telecomunicações do território nunca reportaram qualquer roubo de base de dados dos clientes.

Também o director-executivo da Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM), Vandy Poon, afirmou hoje no almoço de Primavera da empresa, que os esquemas fraudulentos não têm origem nas bases de dados dos utilizadores de telemóveis.

Para o CEO da CTM, estes esquemas fraudulentos nas telecomunicações são frequentes em todo o mundo e Macau não é caso único.

Vandy Voon referiu que o mecanismo de partilha de informações com as autoridades é rápido e que a população está ciente dos potenciais perigos.

Fátima Valente com Marta Melo