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São Tomé faz balanço "muito positivo" de adesão ao Fórum
Quarta, 21/03/2018
Um ano depois de se ter tornado membro de pleno direito do Fórum Macau, o Governo de São Tomé e Príncipe faz um balanço positivo da adesão ao mecanismo de cooperação que junta a China, Macau e oito países de língua portuguesa.

Depois do restabelecimento das relações diplomáticas com a República Popular da China, em 2016, o país africano diz também estar já beneficiar do investimento chinês.

A modernização do aeroporto e um porto de águas profundas são duas das prioridades já anunciadas no início do ano. com um investimento chinês de 146 milhões de dólares norte-americanos.

Sem comentar projectos específicos, Hélio Almeida, Governador do Banco Central de São Tomé e Príncipe, diz que há um processo em curso para que os investimentos chineses possam ser concretizados.

“É um processo dinâmico e gradual. Claro que existem um conjunto de procedimentos que estão em curso mas já há sinais visíveis claramente. Há sinais muito claros e objectivos”, afirmou à margem do seminário que assinala o 15º aniversário do Fórum Macau.

Foi em Março do ano passado que São Tomé e Príncipe tornou-se um membro efectivo do Fórum Macau, um passo que se seguiu ao corte de relações com Taiwan e ao reconhecimento da República Popular da China. Um ano depois da adesão ao Fórum, Hélio Almeida diz que o balanço é claro.

“É claramente muito positivo. Depois de um longo período de participação enquanto país observador estávamos ávidos de ser membros efectivos. Isso é de extrema relevância para nós e São Tomé e Príncipe naturalmente vai fazer tudo para não defraudar esta confiança que foi depositada”, aponta.

De olho na política chinesa “uma faixa uma rota”, o Governo de São Tomé e Príncipe diz quer dinamizar a economia do mar como principal activo do país. O país de 200 mil habitantes quer valorizar a posição geoestratégica na região do Golfo da Guiné, com um universo de 350 milhões de consumidores na sub-região.

André Jegundo