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Grupo critica “lento progresso” na protecção do património
Quarta, 21/03/2018
A protecção do centro histórico de Macau “é uma tarefa urgente”, mas o Governo tem actuado de forma “lenta”, considera o Grupo para a Salvaguarda do Farol da Guia.

A posição foi assumida na consulta pública sobre o Plano de Salvaguarda e Gestão do Centro Histórico de Macau, que chegou ontem ao fim.

Num comunicado em que se dá conta das opiniões emitidas, o Grupo diz que “lamenta o lento progresso da conclusão do Plano de Salvaguarda e Gestão do Centro Histórico de Macau”, algo que Macau tem que entregar este ano à UNESCO, numa exigência que existe desde 2013 e que deveria ter sido cumprida em 2015.

O Grupo para a Salvaguarda do Farol da Guia diz que não há tempo perder. Ainda antes do plano que o Governo tem que submeter à UNESCO até ao final do ano, é preciso “limitar estritamente a altura dos edifícios no Centro Histórico e nas áreas adjacentes, parando e resolvendo projectos de construção irracionais”.

No que diz respeito ao Farol da Guia, o Grupo, criado para defender o edifício histórico, entende que “a paisagem não foi adequadamente protegida” e que deve ser fortalecida a visão do Farol em várias direcções”, não sendo suficiente atribuir importância apenas aos corredores visuais definidos no esboço do plano que foi a consulta.

No caso do edifício da Calçada do Gaio, com 80 metros, acima do limite de 52,5 metros fixado em 2008 para a área em torno do Farol da Guia, o grupo defende a redução da altura “o mais rápido possível”.

O Grupo pede ainda ao Executivo “uma avaliação do impacto no património de projectos actuais e futuros”, incluindo aqueles perto do Arco do Oriente na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, que “podem destruir a paisagem” do Farol da Guia.

No comunicado, o Grupo para a Salvaguarda do Farol da Guia defende ainda que a presença de veículos no Centro Histórico deve ser “gradualmente reduzida”.

É também lembrada a resolução da UNESCO de Julho do ano passado, que a organização diz mostrar que “a comunidade internacional suspeita da capacidade e determinação do Governo de Macau na protecção do património mundial”.

Hugo Pinto