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Turmas reduzidas tiveram “influência positiva”
Quarta, 21/03/2018
A redução do número de alunos por turmas nas escolas do ensino infantil e primário de Macau teve “uma influência positiva”, concluiu um estudo apresentado hoje na primeira reunião plenária deste ano do Conselho de Educação para o Ensino Não Superior.

Dez anos depois de ter sido introduzida pela primeira vez, a política de turmas reduzidas vigora desde o ensino infantil até ao terceiro ano do ensino secundário complementar.

De acordo com o chefe do Departamento de Estudos e Recursos Educativos, Wong Kin Mou, no ensino infantil, a média de alunos por turma é de 29,2 alunos, de 29,1 no primário, e de 26,8 no secundário. São valores “em conformidade com os padrões”, disse o responsável dos Serviços de Educação e Juventude.

As escolas que respeitam o padrão são as que fazem parte do programa de escolaridade gratuita, ou seja, 94 por cento.

Mas mesmo as restantes instituições que não aderiram ainda à escolaridade gratuita estão sujeitas a um limite, que têm de cumprir para receber apoios do Governo. Neste caso, o número máximo de alunos por turma é 42.

No total, cerca de 120 escolas de ensino infantil e primário participaram no estudo, respondendo ao inquérito conduzido por académicos da Universidade de Educação de Hong Kong.

A investigação refere que “se verificou um andamento satisfatório após a implementação das políticas do ensino em turmas reduzidas” e que “as escolas pensam que, no geral, esta política trouxe uma influência positiva sobre o ensino e as auxiliou no trabalho de escola”.

Outro tema discutido na reunião plenária do Conselho de Educação para o Ensino Não Superior foi o projecto “Obra de Céu Azul”, ao abrigo do qual o Governo espera retirar um total de 15 escolas de pódios de edifícios.

Desde 2016, apenas três escolas mudaram de instalações e hoje mais duas assinaram uma carta de intenções para fazer parte deste plano. O Governo disse que está “em negociações” com as restantes 10 escolas.

Também em discussão esteve o aumento dos apoios.

Os subsídios de escolaridade gratuita e de propinas vão ser aumentados no próximo ano lectivo.

No caso do apoio para a escolaridade gratuita, as instituições de ensino vão passar a receber 1.463. 400 patacas, um aumento de 53 por cento. Já no subsídio de propinas, o montante por pessoa sobe 24 por cento para 23.800 patacas.

No total, o Governo espera gastar no ano lectivo de 2018/2019 3,6 mil milhões de patacas nos apoios ao ensino não superior, o que representa um aumento anual de nove por cento.

Hugo Pinto