Em destaque

21 de Fevereiro 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9.21 patacas e 1.13 dólares norte-americanos.

USJ: Acordo de Pequim e Vaticano facilitaria vinda de alunos
Segunda, 19/03/2018
A aproximação entre Pequim e o Vaticano poderá ajudar a Universidade de São José (USJ) a ter alunos da China, diz o reitor Peter Stilwell, que até agora não conseguiu convencer as autoridades chinesas a aprovar a vinda de alunos para esta instituição de ensino superior de matriz católica.

Contam-se pelos dedos os alunos chineses da Universidade de Sao José. Nenhum deles veio para Macau através do recrutamento no interior da China. São alunos que já residiam em Macau antes de ingressarem no ensino superior.

O pedido mais recente da USJ para ter estudantes chineses a frequentar os seus cursos foi feito há dois anos, mas nessa altura a China respondeu que ainda não era a altura certa. Entretanto, Peter Stilwell conta apresentar novo pedido, o mais tardar em Setembro, para o ano lectivo de 2019.

As relações diplomáticas entre a China e a Santa Sé terminaram em 1951, ano em que os missionários estrangeiros foram expulsos para Macau, Hong Kong e Taiwan.

Entretanto, no mês passado, a agência Reuters citou uma fonte do Vaticano a dizer que a Igreja Católica Romana estaria disposta a reconhecer a autoridade da Igreja Oficial chinesa em troca de ser ouvida no processo de nomeação dos novos bispos da China. Para Peter Stilwell a situação repete-se ao longo da história.

O reitor da Universidade de São José reconhece que um acordo entre a Igreja e Pequim não agrada a todos, em particular aos fiéis do interior da China que vivem na clandestinidade.

Mas considera que a aproximação entre a Santa Sé e Pequim pode abrir caminho para a vinda de alunos chineses para o campus da Ilha Verde.

Enquanto isso nao acontece, a Universidade de São José quer atrair mais estudantes internacionais, incluindo dos Países de Língua Portuguesa.

A USJ tem 1.100 alunos. Um terço são estrangeiros.

Fátima Valente