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Entrevistas na escola Zheng Guanying sem mudanças para 2019
Segunda, 19/03/2018
Face às críticas de encarregados de educação, a Escola oficial Zheng Guanying admite mudar o método de entrevistas de acesso para o ensino infantil. Mas para já, no próximo ano lectivo 2018/2019, não há alterações: o mandarim vai continuar a ser a única língua utilizada nas entrevistas de selecção. Isto apesar de ser uma das duas escolas públicas de Macau com turmas bilingues em português e chinês.

A directora da escola, Wu Kit, justifica as entrevistas exclusivamente em mandarim com a preponderância das aulas em língua chinesa no currículo. “Os alunos têm, pelo menos, sete horas diárias de aulas ministradas em mandarim, acompanhadas de aulas extracurriculares. Por isso, na entrevista nós queremos ver se os alunos estão interessados na língua chinesa”, afirmou, num encontro com órgãos de comunicação social de língua portuguesa.

Até ao ano lectivo 2014/2015 as entrevistas de selecção para o infantil eram também feitas em português o que, de acordo com a direcção, levou à desistência de um aluno de língua materna portuguesa e à alteração do método de selecção. “Este aluno não conseguiu habituar-se a sete horas de aulas em mandarim, frequentou um mês e depois desistiu da escola”, afirmou Wu Kit.

Atraídos pelo projecto bilingue alguns pais de língua materna não chinesa têm manifestado interesse em inscrever os filhos na escola mas as entrevistas exclusivas em mandarim são um entrave: em Setembro passado 6 crianças de língua materna não chinesa fizeram uma pré-inscrição na escola mas cinco acabaram por nem sequer comparecer na entrevista. Apenas uma frequenta hoje a escola.

Face às críticas dos pais, a escola admite algumas mudanças mas não no imediato. “Todos os anos o conteúdo e a forma da entrevista são aperfeiçoados. Agradeço as sugestões dos pais se calhar daqui em diante vamos aperfeiçoar este método de acesso das crianças”, apontou.

No próximo ano lectivo 2018/2019 vai tudo ficar na mesma: as entrevistas para o primeiro ano do ensino infantil vão continuar a ser feitas em mandarim, com o inglês, o cantonês e o português apenas como línguas de apoio. "Se a criança fala português nós também temos professores portugueses e aceitamos as respostas. E ultimamente temos feito assim", afirma Wu kit.

André Jegundo