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Jockey Club: Albano Martins antecipa projectos imobiliários
Domingo, 18/03/2018
Crítico da decisão do Governo de manter a concessão da Companhia de Corridas de Cavalos, o economista Albano Martins admite que a explicação mais plausível para a manutenção do contrato é a possibilidade de o terreno vir a ser usado para exploração de imóveis.

“Há qualquer coisa que falha no meio disto tudo. Quando há quatro mil milhões de patacas de prejuízos acumulados e a empresa continua interessada no projecto, a pergunta que faço é: por que se quer continuar a perder dinheiro? Provavelmente, há uma opção que, se calhar, este contrato vai satisfazer que é de converter finalmente o resto do terreno em imobiliário”, antecipa Albano Martins.

O economista acrescenta que o desenvolvimento do terreno além das corridas de cavalos “não é nada de novo”. “Já houve três fracções que [nos anos 1990] foram desanexadas ao contrato de concessão do Jockey Club”, recorda Albano Martins. Para o economista, é provável que haja “mais desanexações” ao terreno. “Aí sim, é lucrativo: porque vai ser uma concessão, mas uma concessão de terreno por 25 anos, que é o [prazo] normal”, comenta.

A TDM - Rádio Macau pediu detalhes à empresa sobre os projectos para o terreno. Numa declaração por escrito, o director executivo, Thomas Li reiterou que o projecto é “diversificado” e remeteu mais esclarecimentos para mais tarde, uma vez que os planos estão ainda a ser discutidos com o Governo.

Sónia Nunes