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Associação que presta terapias a crianças gera polémica
Sábado, 17/03/2018
O Governo diz garantir total apoio a instituições que trabalham com crianças com necessidades especiais.

Esta é a resposta tanto do Instituto de Acção Social (IAS) como da Direcção dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ), depois de críticas da Associação para o Desenvolvimento Infantil de Macau (MCDA). Esta associação, que trabalha com crianças com problemas de autismo, epilepsia, ou dislexia, entre outros, está prestes a abrir um novo centro, mas alega problemas de financiamento.

A presidente da MCDA, Eliana Calderon, diz que o Governo ajuda, mas não chega.

A associação em causa recebe dinheiro da Fundação Macau e do Instituto de Acção Social (IAS). Este último já reagiu ao caso. O vice-presidente do IAS, Wilson Hon Wai, afirma que nunca esteve pensado o corte de subsídio e que, com a abertura do novo centro da associação, o financiamento mensal vai subir para cerca de 350 mil patacas.

Por ano, o financiamento ascende a 4,2 milhões de patacas. No entanto, para Eliana Calderon, o futuro da organização está comprometido. Para operacionalizar a actual estrutura e novo centro, a presidente da Associação para o Desenvolvimento Infantil de Macau diz precisar de 13 milhões de patacas.

Uma das críticas apontadas ao Governo por Eliana Calderon é a falta de financiamento para a associação poder ter actividades e terapias para crianças a partir dos três anos.

Mas o Instituto de Acção Social aponta que essa é uma questão entre a associação e a Direcção dos Serviços para a Educação e Juventude. Isto porque o apoio e ensino às criancas a partir dos três anos é responsabilidade da DSEJ, explica Wilson Hon Wai.

O vice-presidente do IAS observa ainda que a associação tem de fornecer dados sobre as centenas de crianças que argumenta ter em lista de espera. Todavia, Eliana Calderon invoca a Lei da Protecção de Dados Pessoais para não o fazer.

A Direcção dos Serviços de Educação e Juventude esclareceu entretanto, em resposta a alguns órgãos de comunicação social, que tem estado em contacto com a Associação para o Desenvolvimento Infantil de Macau, mas que não recebeu qualquer pedido de financiamento por parte de Eliana Calderon.

O IAS apoia cerca de 200 crianças com necessidades especiais até aos três anos.

A DSEJ subsidia sete associações que oferecem actividades e terapias para crianças com necessidades especiais com seis ou mais anos.

Desde Setembro de 2017 até 15 de Março deste ano, a DSEJ concedeu apoios no valor de 24 milhões de patacas a sete instituições que prestaram apoio a 1050 alunos.

Fátima Valente