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Zheng Guanying:pais defendem quotas para alunos não chineses
Quinta, 15/03/2018
As condições de acesso à Escola Oficial Zheng Guanying motivaram um grupo de encarregados de educação a escrever uma carta ao secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam. Apesar de ter já havido uma reunião com a direcção da instituição de ensino, os pais continuam preocupados com a possibilidade de os alunos que têm o português como língua materna serem excluídos por não falarem chinês.

Diana Massada, representante do grupo, diz que é incompreensível que as entrevistas de acesso ao ensino infantil sejam em mandarim: “É um pouco estranho. Por um lado, o português é língua oficial. Por outro, é uma escola de formação de talentos bilingues (mandarim/português). Não se percebe a não utilização de uma língua oficial, numa escola oficial”.

Para os pais, é pouco provável que uma criança que não fale chinês passe na fase das entrevistas. A opção pelo mandarim, defende Diana Massada, acaba por excluir os alunos de língua materna portuguesa do ensino bilingue. “Se não são admitidos no ensino infantil alunos de alunos de matriz portuguesa, não se cria um conjunto de alunos que possam depois facilmente aceder ao ensino primário bilingue”, aponta.

Na carta a Alexis Tam, o grupo de pais sugere a definição de uma quota para alunos não chineses no programa bilingue para “permitir à escola manter o nível de multiculturalidade e o número de alunos de matriz portuguesa”, indica Diana Massada. A proposta avançada é uma quota entre 10 a 15 por cento, que se traduz entre 5 a 8 alunos por ano, nas duas turmas do programa : primeiro ano do ensino primário e primeiro ano do ensino secundário.

Questionada pelos jornalistas sobre a possibilidade de admitir um número mínimo de estudantes não chineses, a directora da escola, Wu Kit, limitou-se a defender que há igualdade de acesso.

Sónia Nunes