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Zheng Guanying: Turmas bilingues com dois alunos portugueses
Quinta, 15/03/2018
Apenas dois alunos portugueses integram as duas turmas bilingues da Escola Oficial Zheng Guanying. A instituição, que o Governo promove como modelo do ensino multicultural, conta apenas com 14 estudantes não chineses, em mais de 300 alunos. A direcção da escola garante, no entanto, igualdade de acesso.

“Todas as crianças têm as mesmas hipóteses de se candidatar”, assegura Wu Kit, directora da Zheng Guanying, em resposta às críticas de alguns pais sobre as condições de acesso à escola.

Wu Kit confirma que as entrevistas para o ingresso no primeiro ano do ensino infantil são feitas em mandarim, mas rejeita que a língua seja um factor decisivo. “Não é o nosso foco principal. Através das entrevistas, esperamos receber os alunos e os pais que respeitam a cultura da escola e têm um grande interesse em aprender chinês/mandarim e português”, indica, ao adiantar que o inglês ou o português pode ser usado como língua de apoio, durante o processo de selecção.

A Zheng Guanying oferece todos os níveis de ensino – do infantil ao secundário – conta com apenas 14 alunos que não têm o chinês como língua materna, num universo de 352 estudantes: 13 são portugueses, espalhados pelos vários níveis de ensino.

Esta é também uma das duas escolas oficiais que têm turmas bilingues – um projecto pioneiro, que começou em Setembro, e conta apenas com dois alunos não chineses: um no primeiro ano do ensino primeiro; outro, no primeiro ano do ensino secundário.

Para o próximo ano lectivo, há 13 crianças de língua materna não chinesa que se inscreveram para as entrevistas de acesso ao ensino infantil.

Do lado de alguns pais, há reservas à forma de admissão, considerada discriminatória. Wu Kit refuta as criticas: “Não concordo com este tipo de comentários. (...) Da parte da escola, de todo o pessoal, damos o nosso melhor para oferecer um ambiente de aprendizagem adequado aos alunos”. “Na verdade, a turma que acabaram de ver, tem a aula em chinês com duas professoras: uma ensina a matéria; a outra ajuda os alunos que não têm o chinês como língua materna”, acrescentou, ao apontar para casos de integração plena na escola de alunos que chegaram sem quaisquer conhecimentos de chinês.


Wu Kit falou aos jornalistas depois de uma visita oficial à escola, que, no próximo ano lectivo, vai passar a oferecer também o ensino secundário complementar.

Sónia Nunes