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Património: ANM pede mais limites à altura de edifícios
Quinta, 15/03/2018
O Governo deve definir novos limites à construção em altura para proteger o património, defende a Associação Novo Macau (ANM).

Quando faltam cinco dias para o fim da consulta pública sobre o esboço do Plano de Salvaguarda e Gestão do Centro Histórico, exigido há muito pela UNESCO, a ANM alerta que a definição de corredores visuais “não é suficiente”, como referiu o vice-presidente, Sulu Sou, em declarações à TDM – Rádio Macau: “Consideramos que a proposta do Governo em criar corredores visuais não é suficiente para proteger. Por isso, a Novo Macau entende que devem ser formulados padrões específicos de uma forma mais sólida, incluindo ângulos visuais e restrições à altura dos edifícios. Apelamos ao Governo para que defina fortes restrições à altura dentro das zonas de protecção”.

O esboço do Plano de Salvaguarda e Gestão do Centro Histórico, em consulta até ao próximo dia 20 de Março, define corredores visuais com “necessidades de protecção especial”, e identifica vias, largos, travessas e ruas “pitorescas”, determinando que devam ser mantidas as características destas zonas.

Nestas declações à TDM – Rádio Macau, Sulu Sou defendeu que a ANM quer que o Governo inclua no Plano de Salvaguarda e Gestão do Centro Histórico um corredor visual da Colina da Penha para a zona B dos novos aterros, de modo a que esta área também fique sujeita a “protecção especial”.

Outra “preocupação” da ANM diz respeito à protecção do Farol da Guia, o primeiro farol moderno a ser construído na costa chinesa, em 1865.

Sem avançar um número concreto, Sulu Sou avança, para já, com a proposta de revisão do despacho do ex-Chefe do Executivo, Edmund Ho, que, em 2008, impôs 52,5 metros como a altura máxima dos edifícios nas zonas-tampão em redor do Farol da Guia.

Segundo Sulo Sou, “o Governo deve rever o despacho do Chefe do Executivo com o número 83/2008 para restringir o limite da altura de edifícios construídos próximo do Farol da Guia”, dado que a medida “não é suficiente para proteger o Farol da Guia”.

O presidente da ANM recordou que “houve muitos conflitos por causa da conservação [da Colina da Guia e do farol] nestes últimos dez anos”, exemplificando com os projectos de construção de um hotel na Doca dos Pescadores e de um edifício residencial na Calçada do Gaio.

Hugo Pinto