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Festival: Morbey louva actuação do Gabinete de Ligação
Quarta, 14/03/2018
O antigo presidente do Instituto Cultural, Jorge Morbey, elogiou o Gabinete de Ligação do Governo Central em Macau pela intervenção no Festival Literário de Macau – Rota das Letras.

Entrevistado no programa “Café da Manhã” da Rádio Macau, Jorge Morbey falou sobre o cancelamento da participação de três escritores no Festival Literário e considerou que Pequim actuou depois de o Governo de Macau não ter feito nada para impedir a presença dos autores: “Contrariamente ao que circula por aí, o Gabinete de Ligação, se realmente comunicou com o Festival e desaconselhou [os escritores] a vir, eu penso que isto é de louvar, porque quando falha o Governo, se não há outra entidade para pôr mão nas coisas, acaba por ser o Gabinete de Ligação”.

De acordo com o director do Festival Literário de Macau, a informação de que a visita dos três escritores em causa era considerada “inoportuna” partiu do Gabinete de Ligação do Governo Central, que terá ainda feito saber “oficiosamente” que não estava garantido que Jung Chang, Suki Kim e James Church pudessem entrar em Macau.

Jorge Morbey, professor da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, descreveu ainda os responsáveis pelo Gabinete de Ligação como “uns tipos óptimos”.

A esse propósito, Morbey recordou que, num evento no qual esteve envolvido – uma conferência intitulada “Riscos e Protecção contra Catástrofes em Macau: o tufão de 22/23 de Setembro de 1874”, no C&C, em 2010 –, “o Gabinete de Ligação esteve lá presente”, enquanto “o Governo fez greve”, disse, lamentando que desde o Chefe do Executivo a vários directores de serviços, ninguém tenha respondido afirmativamente ao convite para marcar presença.

Nestas declarações, Jorge Morbey afirmou ainda que o Governo de Macau, e o secretário Alexis Tam em particular, devem ser responsabilizados pelo caso “Rota das Letras”, uma vez que não souberam evitar eventuais problemas: “A situação que se criou é da responsabilidade do Governo, concretamente do secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, porque é óbvio que o planeamento do Festival Rota das Letras é objecto de uma proposta, porque de outra maneira não fazia sentido o dinheiro que se gasta com isto e que é suportado pelo Governo. A assinatura que vale ouro aí é a do senhor secretário para os Asunstos Sociais e Cultura. Portanto, isto não lhe passou ao lado e se isto era mau, se o convite a estas pessoas era mau, devia ser um problema levantado por ele à organização do Festival, o que não levantou. Do meu ponto de vista, talvez por não saber quem eram as pessoas, o que é lamentável.”

TDM – Rádio Macau