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Partos: Alexis Tam vai ouvir primeiro associações de TNR
Quarta, 07/03/2018
O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, prometeu ontem que vai ouvir a opinião das associações de trabalhadores não residentes sobre a proposta dos Serviços de Saúde de aumentar em mais de nove vezes o valor das taxas de partos no hospital público a cobrar a este grupo da população.

Citado hoje na imprensa local, Alexis Tam lamenta o facto de os Serviços de Saúde não terem consultado as associações de trabalhadores migrantes antes de avançar com a proposta e sublinha que a mesma ainda não foi aprovada pela tutela.

“É preciso ponderar o interesse das trabalhadoras não residentes, uma vez que elas também dão muito apoio à sociedade e deram um grande contributo para o desenvolvimento de Macau”, afirmou o secretário, citado pelo Jornal Tribuna de Macau e pelo Ponto Final.

De acordo com os dois diários, Alexis Tam espera ouvir pelo menos duas associações de trabalhadores migrantes – uma relativa a trabalhadores filipinos e outra que representa trabalhadores indonésios. Os encontros poderão acontecer na próxima semana.

Apesar de pretender auscultar a opinião dos trabalhadores migrantes sobre este tema, o secretário defendeu a necessidade de actualizar o valor das taxas de partos, pelo facto de o mesmo vigorar há mais de 20 anos. Ainda segundo a imprensa, Alexis Tam avançou também a hipótese de, “mais tarde”, serem actualizadas “outras despesas”.

“Temos de ter em atenção o objectivo desta proposta, que é não dar um acesso muito fácil às turistas chinesas que vêem Macau como um destino ideal para ter as crianças porque os cuidados de saúde são melhores e é baratíssimo”, frisou ainda o governante, acrescentando que é preciso “ajudar as residentes locais que também precisam de cuidados de saúde, de partos”, e dar-lhes “prioridade”.

A proposta dos Serviços de Saúde consiste em aumentar as taxas de parto para mulheres trabalhadoras não residentes mais de nove vezes, passando de 975 patacas para 8.755 patacas, no caso dos partos normais. Em partos por cesariana as taxas passam de 3.900 para 17.550 patacas. Prevê-se também um aumento das taxas de parto para mulheres turistas: neste caso, passam de 1.950 patacas para 17.550 patacas, no caso de partos normais, e de 3.900 patacas para as 35.100 patacas em partos com cesariana. Isentas destas taxas ficam trabalhadoras não residentes casadas com um residente.

TDM – Rádio Macau