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Festival de Artes destaca migrantes e antiga indústria naval
Terça, 06/03/2018
Os trabalhadores migrantes e os antigos estaleiros navais de Macau, temas que têm marcado a actualidade noticiosa, estão em foco no programa do 29º Festival Internacional de Macau, que decorre entre 27 de Abril e 31 de Maio.

Nos dias 5 e 6 de Maio, no Edifício do Antigo Tribunal, o grupo Teatro Experimental de Macau encena “Migrações”, uma peça feita com base “nas histórias verdadeiras” de trabalhadores indonésios. Vídeo, dança, monólogos, poemas e músicas instrumentais tradicionais são os meios usados para tentar “compreender os motivos” que levam estes “estranhos muito familiares” a emigrar.

Antes, nos dias 28 e 29 de Abril, outro grupo de Macau, Dream Theater Association, apresenta no Teatro Cheng Peng a peça “Pôr-do-sol nos Estaleiros”.

Em pano de fundo, “a arte da construção naval” contada com sentido de humor a partir da vida de antigos construtores, que um dia foram cruciais na história de Macau, mas, com as transformações económicas, passaram a ter apenas um lugar na memória.

Outra memória de Macau é o teatro em patuá, património cultural imaterial.

O grupo Dóci Papiaçám di Macau vai estrear “Qui di Tacho” (“Que é do Tacho?”), uma pergunta para ver respondida no Centro Cultural de Macau nos dias 19 e 20 de Maio.

Ao todo, o cartaz do evento conta com 26 espectáculos, mais de uma centena de eventos.

De Portugal vem “Parasomnia”, da artista Patrícia Portela, que se inspirou no ensaio “Sobre o sono, o despertar e a ausência de sonhos”, escrito em 1890 por Acácio Nobre, juntando cenografia, imagem, literatura e filosofia.

Nesta edição 29, o Festival de Artes de Macau decidiu associar-se às comemorações dos 200 anos de Karl Marx, com a obra magna do grande teórico do comunismo,”O Capital”, a servir de base à peça que abre o evento no dia 27 de Abril. A produção é do Centro de Artes Dramáticas de Xangai.

O festival tem este ano um orçamento de 22 milhões de patacas, menos 1 milhão do que na última edição.

Hugo Pinto