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Fundo para a ciência gasta mais com menos projectos
Segunda, 12/03/2012

O Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e Tecnologia gastou, em 2011, mais dinheiro que em 2010, mas aprovou menos projectos. No ano passado, o fundo atribuiu um pouco mais de 53 milhões de patacas com um total de 57 projectos, enquanto no ano anterior tinha gasto cerca de 36 milhões com 62 projectos. Ou seja, saíram mais 17 milhões dos cofres do Governo para menos cinco projectos.

 

Cheang Kun Wai, elemento do Conselho Administrativo do fundo, justifica o cenário com “a inflação, que levou ao aumento dos preços dos materiais e equipamentos”. O responsável sublinha também que, em 2010, a maioria dos pedidos dizia respeito a patentes, sendo este tipo de pedidos à partida sempre aprovados e com um montante baixo.

 

A taxa de execução atingiu os 60 por cento, tendo em 2010 rondado os 50 por cento. O fundo dispõe de um montante de 200 milhões de patacas, podendo em cada ano gastar um máximo de 100 milhões. Para o corrente ano, os gastos podem ir até aos 96 milhões.

 

Quanto à reprovação, no ano passado, foram rejeitados 23 pedidos para investigação científica, que estavam avaliados em cerca de 423 milhões. Mas Chan Wan Hei, outro membro do Conselho de Administração do fundo, garante que a reprovação dos pedidos não está relacionada com o dinheiro, contando outros critérios, como a qualidade do projecto e a criatividade.

 

Entre as instituições de ensino, foi da Universidade de Ciência e Tecnologia que vieram mais pedidos de financiamento, 15, seguindo-se a Universidade de Macau com 13. No entanto, a Universidade de Macau acabou por receber mais dinheiro no total: cerca de 20,2 milhões de patacas. À Universidade de Ciência e Tecnologia chegaram perto de 20,08 milhões de patacas. A Universidade de São José só teve um pedido aprovado. Em termos gerais, as áreas que receberam mais apoio, no ano passado, foram a informática e a medicina tradicional chinesa.