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Queixas sobre farmácias aumentaram no ano passado
Domingo, 11/03/2012

O Conselho de Consumidores (CC) recebeu um total de 127 queixas relacionadas com farmácias no ano passado – uma subida de quase 24 por cento em relação às reclamações recebidas em 2010. De acordo com a resposta enviada ao magazine de informação da Rádio Macau Paralelo 22 pelo CC, na origem das queixas recebidas no ano passado estiveram sobretudo os preços cobrados, as formas de venda e ainda a alegada falsificação de produtos.

 

Já os Serviços de Saúde receberam 18 queixas no ano passado, sobretudo contra a qualidade e a alegada má prática de negócios. Também em 2011, sete farmácias foram alvo de sanções por parte dos Serviços de Saúde – menos duas do que em 2010. As infracções estavam ligadas ao funcionamento normal da farmácia, mesmo com a ausência de técnico, à dispensa enganosa de medicamentos e ainda à dispensa de fármacos fora do prazo.

 

No ano passado, os Serviços de Saúde recolheram 51 lotes de medicamentos – e 279 no ano anterior. Em 2010 e 2011, os mesmos serviços enviaram ainda perto de 40 mensagens por ano aos profissionais de saúde, sobre a segurança medicamentosa. 

 

Os dados constam da reportagem "Remédio santo", que pode ouvir aqui no Paralelo 22. Para esta reportagem, o nosso programa solicitou uma entrevista a responsáveis do departamento dos Assuntos Farmacêuticos, para falar sobre a fiscalização, os desafios do sector, o presente e o futuro da regulação nesta área. Esperou um mês, mas os Serviços de Saúde nunca autorizaram o pedido. Nem disseram que não autorizavam.

 

Há um mês, o Paralelo 22 pediu também uma série de dados estatísticos aos Serviços de Saúde. A saber: o número de farmácias de Macau, o número de infracções detectadas nos últimos dois anos (e os motivos), o número de medicamentos retirados do mercado ou alvos de alerta de segurança em Macau nos últimos dois anos, e ainda o número de queixas sobre farmácias recebidas pelos Serviços de Saúde também em 2010 e 2011.

 

Depois de inúmeros esforços junto do gabinete de porta-voz dos Serviços de Saúde e, durante esta semana, junto do gabinete do próprio secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, a resposta às perguntas do Paralelo 22 acabou por ser difundida na última quinta-feira ao fim do dia, através do Gabinete de Comunicação Social, a que toda a imprensa da RAEM tem acesso. Mas, até hoje, um e-mail com a resposta às nossas perguntas não nos foi enviado directamente.