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Mak Soi Kun quer inscrever RPC nos BIRs
Quarta, 28/02/2018
Mak Soi Kun pede que a designação de “República Popular da China” passe a constar nos Bilhetes de Identidade de Residência (BIR) de Macau e nos salvo-condutos. Numa intervenção na Assembleia Legislativa antes da ordem, o deputado eleito com o maior número de votos nas eleições de Setembro defendeu hoje a medida para reforçar a consciência da identidade nacional e o amor à pátria.

“Já se passaram mais de 18 anos desde a transferência da soberania, mas neste momento, nos documentos de identificação de residente de Macau, apenas o passaporte da RAEM tem a indicação nítida de ‘República Popular da China’, mas o bilhete de identidade de residente e o salvo-conduto não a têm”, contextualizou Mak Soi Kun.

Para o deputado, estes são “os documentos de identificação com que os jovens têm o primeiro contacto”, e as informações que constam nos mesmos “vão acompanhar o seu crescimento, o que poderá afectar directamente os seus conhecimentos sobre a sua identidade”.

“Se estes documentos não dispuserem de uma indicação nítida do país, isto poderá levá-los a reconhecer que eles próprios são pessoas da China em Macau, e não pessoas de Macau na China, daí a dificuldade de reforçar a identidade e os conhecimentos em relação ao país”, afirmou.

Mak Soi Kun considera que “a educação do amor pela pátria e por Macau é um elemento essencial para reforçar a identidade nacional dos residentes”.

Assim, enalteceu as iniciativas do Governo para “promover e divulgar a educação do amor à pátria e por Macau, incluindo acções de divulgação da Constituição da República Popular da China e da Lei Básica, e o reforço da divulgação das leis da bandeira e do hino nacional, para aumentar a identidade nacional e étnica dos residentes, e intensificar a coesão dos sentimentos da população”.

No entanto, sustentou a necessidade de introduzir a designação República Popular da China nos documentos com base em inquéritos realizados por associações sobre a identidade nacional dos jovens.

Mak Soi Kun argumentou que “72 por cento dos estudantes reconhecem que são chineses”, mas que os restantes “30 por cento dos jovens não assumem bem a sua identidade chinesa”, o que na sua opinião demonstra que a nova geração precisa de aprofundar os conhecimentos quanto à identidade nacional e à história da China.

“Isto vai contribuir para reforçar, paulatinamente, a sua mentalidade sobre o Estado e elevar a qualidade cívica de Macau em geral”, concluiu.

Fátima Valente