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Partos: associações de não residentes acusam discriminação
Quarta, 28/02/2018
As associações de trabalhadores não-residentes dizem que a proposta dos Serviços de Saúde para aumentar as taxas de parto para migrantes é uma medida discriminatória e sem fundamento.

“O Governo está apenas interessado no nosso trabalho e não no direito humano a ter filhos”, reage Yosa Wariyante, presidente da Associação de Trabalhadores Migrantes da Indonésia, em declarações à TDM – Canal Macau. A dirigente associativa diz que o grupo “está muito surpreendido” com o “aumento demasiado grande” dos custos da maternidade para a mão-de-obra não-residente. “É uma medida discriminatória”, conclui.

Yosa Wariyanti indica ainda que as novas taxas podem fazer com que as grávidas não residentes evitem o hospital na altura do parto e optem por alternativas menos seguras para ter o bebé. Yosa Wariyante admite também que algumas mulheres acabem por abortar.

Também a Macau Greens, uma associação de trabalhadores filipinos, acusa o Governo de discriminação. Nedie Taberdo, presidente, diz não perceber o sentido da medida. “Pergunto-me por que continuam a perseguir os trabalhadores não residentes para aumentar o preço de tudo. A última vez, foram as tarifas de autocarros. Isto é tão discriminatório para com os trabalhadores não-residentes, sabendo que ganham salários muito baixos”, afirmou a dirigente associativa, também ouvida pelo Canal Macau.


Sónia Nunes