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2017: Aprovados 200 milhões de MOP em projectos de ciência
Terça, 27/02/2018
Em 2017, o Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia aprovou 400 projectos, no total de 198,6 milhões de patacas.

Os projectos financiados representam quase metade das 744 candidaturas apresentadas no ano passado. Um valor que tem vindo a baixar desde 2015 e que o presidente do fundo, Frederico Ma, justificou com a limitação de recursos e com o objectivo de seleccionar os projectos com mais qualidade.

Na apresentação do balanço de 2017 das actividades do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia, Frederico Ma explicou também que “nos últimos três anos havia um orçamento para equipamentos e aparelhos científicos”, mas que, com o fim desta iniciativa, o orçamento global diminuiu.

Em 2017, o fundo financiou 14 projectos relacionados com o desenvolvimento da Cidade Inteligente em Macau entre mais de 100 candidaturas. Os projectos seleccionados envolveram um financiamento de mais de quatro milhões de patacas, referiu Frederico Ma.

Na apresentação foi revelado que o projecto piloto do centro de computação em nuvem vai entrar em funcionamento este ano no complexo do Instituto para os Assuntos Municipais na Areia Preta. Os testes vão começar em Abril, segundo o membro do conselho de administração do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia, Chan Wan Hei.

O centro de computação em nuvem resulta do acordo de cooperação assinado em Agosto passado entre o Governo de Macau e o grupo Alibaba. Este acordo prevê ainda o estabelecimento de uma plataforma de megadados.

Na sessão de hoje foi ainda abordado o quadro da cooperação com a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), que envolve universidades portuguesas e de Macau.

“Se um projecto for financiado, Macau vai subsidiar um milhão (de patacas) e Portugal vai subsidiar 100 mil euros”, disse o membro do conselho de administração do fundo, Cheang Kun Wai.

Com a duração máxima de três anos, a iniciativa com as universidades portuguesas deverá arrancar este ano. Embora sem precisar datas, Cheang Kun Wai disse que vai incidir sobre os temas relacionados com o ambiente, tecnologias de informação e medicina.

“Eles (em Portugal) já tinham decidido que vão financiar três milhões de euros e nós só vamos conseguir financiar três projectos”, acrescentou.

Fátima Valente