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Sulu Sou: campo pró-democracia “vive um momento difícil”
Terça, 27/02/2018
O activista Sulu Sou diz que o movimento pró-democracia na China e em Macau “está a viver um momento difícil”. É a reacção do vice-presidente da Associação Novo Macau e deputado com o mandato suspenso à proposta do Comité Central do Partido Comunista Chinês para acabar com a limitação de mandatos para o Presidente e vice-Presidente da China.

Apesar do ambiente adverso à introdução de reformas democráticas, Sulu Sou diz que “há um aspecto positivo” na proposta que será debatida e votada em Março, em Pequim. Qual? “Se o Governo chinês consegue alterar a Constituição, se tal se revelar necessário, isso significa que nós também podemos mudar qualquer lei – incluindo a Lei Básica”, aponta, ao recordar o objectivo da Novo Macau de a Assembleia Legislativa ser eleita, na totalidade, por sufrágio universal.

“Fomos criticados: se queríamos mudar a Lei Básica, era porque não apoiávamos a Lei Básica. Ora, este caso mostra-nos que todas as leis podem ser revistas”, observa Sulu Sou.

O activista espera que, durante a reunião plenária de Março da Assembleia Popular Nacional, haja mais informações e debate sobre as alterações à Constituição. Para Sulu Sou “é preciso explicar se as actuais regras estão erradas e porquê” e “se há algum problema com o princípio estabelecido por Deng Xiaoping”.

“[Com esta proposta] será muito fácil fazer com que as pessoas fiquem preocupadas. Depois de ter sido anunciada a decisão, houve reacções no sentido de haver uma grande possibilidade de, na pior das hipóteses, o Presidente Xi [Jinping] ser líder até morrer. É uma questão que causa muita preocupação”, apontou.

Sulu Sou é a favor da limitação de mandatos e enquadra a medida nos princípios de maior transparência e abertura democrática.

Com o mandato de deputado suspenso, Sulu Sou participou hoje no almoço de Primavera oferecido pela Assembleia Legislativa aos jornalistas.

Sónia Nunes