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Jockey Club:Agnes Lam antecipa mudanças no modelo de negócio
Terça, 27/02/2018
A renovação do contrato do Jockey Club deve ser observada com atenção e cautela, defende Agnes Lam. A deputada diz que é preciso ver se a intenção final é continuar a explorar as corridas de cavalos ou se há outros projectos na calha.

“Espero que o Governo não use este tipo de contrato como uma forma de atribuir a extensão da concessão de um terreno. Espero que não seja este o caso”, reagiu a deputada, que participou hoje no almoço de Primavera organizado pela Assembleia Legislativa.

Com a empresa a anunciar um investimento de cerca de dois mil milhões de patacas para p local, Agnes Lam defende que o modelo de negócio vai ter de mudar, “crescer e ser mais inovador”. “Não sei quantas pessoas ainda vão lá. O negócio parece estar em declínio há muitos anos. Deixamos que usem o terreno. Mas, o que vão fazer? Corridas de cavalos ou será um projecto imobiliário?”, questiona a deputada.

Apesar da chamada de atenção, Agnes Lam diz que “é positivo” continuar a haver outras actividades de jogo além das apostas em casinos. Sublinha, no entanto, que é importante garantir que “os cavalos são bem tratados”.
Já o especialista em jogo e deputado nomeado Davis Fong entende que a renovação do contrato do Jockey Club “é uma boa notícia”.

Apesar dos prejuízos declarados pela empresa com as corridas de cavalos, Davis Fong destaca a promessa de mais investimento. “É um grande investimento. É preciso algum tempo para haver retorno. Por outro lado, Macau é uma cidade que não se resume a casinos. Há outros tipos de apostas que são também legais. Portanto, estamos a manter o mercado diversificado”, sublinhou.

Sobre a possibilidade de a concessionária estar apenas a segurar o terreno para vir a desenvolver outro tipo de projectos, Davis Fong diz não ter informações que apontem nesse sentido.

Sónia Nunes