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Cavalos: Albano Martins revela “incredulidade” com renovação
Terça, 27/02/2018
“Incredulidade”. É a reacção do presidente da Anima – Sociedade Protectora dos Animais, Albano Martins, à renovação da concessão do Macau Jockey Club por 24 anos e 6 meses, anunciada hoje pelo secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, a um dia do fim do contrato de seis meses para a exploração das corridas de cavalos.

Em declarações à TDM – Rádio Macau, o também economista lamentou a oportunidade perdida para se construir habitação no terreno do hipódromo e criticou o compromisso de investimento por parte da Companhia de Corridas de Cavalos que nem serve para cobrir metade das dívidas, que ultrapassam os 4 mil milhões de patacas: “Pelo que me foi dito, o Jockey Club iria investir 1500 milhões patacas, o que significa que nem vai recompor a situação contabilística”, observou Albano Martins.

Além disso, acrescentou o activista dos direitos dos animais, o espaço onde está localizado o hipódromo “era ideal para ter casas ou escolas, não é no canídromo onde já há montanhas de construção. O Governo perdeu a oportunidade”.

Albano Martins lembrou ainda a “situação miserável” dos mais de 300 cavalos, com estábulos que continuam “por recuperar” apesar das garantias dadas pelo Macau Jockey Club “nos últimos 3 anos”.

Nestas declarações, o presidente da Sociedade Protectora dos Animais sublinhou ainda que não encontra motivos para um contrato de duração tão longa, avançando uma possível explicação: “Poderá ser uma compensação pelo facto de terem perdido o canídromo, embora neste tipo de concessões, em terrenos públicos, não haja compensações.

Por isso é que estou com muita curiosidade para saber como é que, ao fim de tanto tempo de renovações sucessivas, de um ano e dois anos, o Governo tem agora coragem para dar 25 anos a esses empresários que deixaram aquele Jockey Club de rastos, e nem falo da questão animal, mas também do ponto de vista económico, um autêntico desastre com um passivo de biliões de patacas sem nunca ter feito nada até agora”.

Por tudo isto, Albano Martins considera estranha a decisão do Governo: “Vinte e cinco anos não me parecem ser nada racionais, a não ser que tenhamos à frente um projecto belíssimo, mas que não é de certeza de 1500 milhões. Toda a gente está com curiosidade para saber se vão continuar com os cavalos ou se aquilo não é para, durante os 25 anos, alguém pedir de novo a passagem de uma concessão gratuita para outras entidades, como aconteceu no final da Administração portuguesa, em que uma parte do canídromo foi entregue a interesses privados das mesmas pessoas”.

Hugo Pinto