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Panchões já se ouvem nas margens do rio
Sexta, 16/02/2018
O ano novo lunar começou oficialmente esta sexta-feira e consigo trouxe as tradições milenares chinesas. Uma delas é o rebentamento de panchões. A TDM – Rádio Macau foi até à marginal, junto à Torre, saber como correm as primeiras horas do ano do cão.

Na estrada recta que liga a Torre à zona do Nape é possível viver a chegada do ano novo. Nos dias que correm, ao contrário de antigamente, já só em sítios específicos e com segurança se podem acender os rastilhos.

Na zona de venda, também ela reservada, encontramos Leonor Mok. Chinesa de Macau, aspirante a tradutora de português-chinês, a profissão para que estuda. Mostra-se contente por poder dar uma entrevista e em português, porque, garante, não tem muitas possibilidades de praticar. “É complicado a maior parte das vezes”, lamenta. É a primeira vez que, junto com os amigos, está na venda de panchões. Mais do que arranjar uma ocupação para esta altura do ano, trata-se até de vencer um medo.

“Quando eu era criança magoei-me num panchão. Tenho algum medo e estou aqui para quebrar isso. Mas ainda prefiro os mais pequeninos”, confessa Leonor, que nunca deixa de se mostrar interessada em comunicar e dizer o que sente.

Quanto aos produtos, um pouco de tudo. Muitas cores, todas bem conjugadas com o vermelho, que é predominante. Panchões, velas, foguetes... Um rol de opções, que podem ir das quatro às 2000 patacas. São adaptados e há deles para todas as idades, porque esta, diz Leonor, é uma festa de família: “Há coisas mais para crianças e outras que só para adultos. É uma questão de segurança e que todos participem, porque isto é para toda a família”.

Sobre o espaço, Leonor e os amigos dizem que “é bom e está bem organizado. É perto do rio e arejado”. Mas o problema está mesmo nos transportes. Uma das paragens mais próximas fica na torre e ainda são alguns minutos a pé. Para além disso, só uma praça de táxis criada para o efeito existe ali.

O espaço reservado na península é acompanhado por outro semelhante existente na Taipa, entre a ponte Nobre de Carvalho e a zona do Esparteiro, também perto do rio, existe um espaço para afastar os maus espíritos.
As áreas da queima de panchões estão abertas até terça-feira, dia 20. Pode cumprir a tradição entre as 10 da manhã e a meia-noite.

João Picanço