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Autocarros transportaram 211 milhões de passageiros em 2017
Segunda, 12/02/2018
Os autocarros de Macau transportaram 211 milhões de passageiros em 2017, um número recorde. O director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) fala em necessidades de melhorar a qualidade da oferta, no dia da primeira reunião do ano do Conselho Consultivo do Trânsito (CCT).

O número inédito alia-se aos valores já antes revelados por Lam Hin San, este ano, numa ida à Assembleia Legislativa. A média diária de passageiros nos autocarros de Macau ronda os 400 mil, mas, em determinados dias com maior afluência, pode atingir a marca dos 680 mil passageiros.

Lam Hin San revelou que em Janeiro deste ano já se registou um aumento de 7 por cento no número de utilizadores de autocarro.

O balanço da qualidade é também positivo, de acordo com Lam Hin San: “Hoje em dia há melhorias. Por exemplo, já é melhor utilizar o autocarro em hora de ponta nas zonas com mais pessoas, como a Areia Preta ou a zona norte”.

O aumento de passageiros é acompanhado pelas tentativas em melhorar o serviço. Os 900 autocarros actuais “condizem com as exigências”, diz o director, que acrescenta que não quer “sobrecarregar as estradas do território”.

De acordo com o responsável pela DSAT, desde 2016 houve um aumento de 4 por cento na procura e a frota dos autocarros cresceu também na mesma proporção, para assim acompanhar as necessidades da população.

Também no final da reunião do CCT falou-se sobre a nova mudança de local da paragem de autocarro das Portas do Cerco.

O director dos Serviços para os Assuntos do Tráfego recusa a ideia de que a alteração signifique um “capricho” feito às empresas hoteleiras durante o Ano Novo Chinês.

Lam Hin San referiu que para além de o novo local ser “a apenas 10 ou 20 metros” do anterior, “há menos pessoas, por norma, a recorrer aos autocarros por esta altura”, de acordo com os números detidos pela DSAT.
De acordo com o director, a mudança deveu-se a “questões de segurança”.

Lam Hin San garantiu também que vai ser dada uma atenção especial às obras viárias. Em 2018, Lam Hin San não quer mais do que uma grande obra por zona. E se for preciso adiar para o próximo ano algumas das mais de 600 obras planeadas, é mesmo isso que vai acontecer.

João Picanço