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Criminalidade violenta desceu 2,4 por cento em 2017 em Macau
Sexta, 09/02/2018
A descida nos sequestros e no tráfico de droga fizeram baixar em 2,4 por cento os crimes violentos para 820 casos em Macau, disse hoje o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, na apresentação do balanço anual da criminalidade.

Os casos de tráfico de droga desceram 15,4 por cento para 126, uma descida ainda maior no consumo, que caiu 24,2 por cento. Em 2017 o consumo de droga correspondeu a 75 casos contra 99 no ano anterior.

Entre Janeiro e Dezembro do ano passado verificaram-se três homicídios, dois concretizados e uma tentativa frustrada em Dezembro. Os dois assassinatos foram justificados pelas autoridades com razões passionais e problemas financeiros familiares.

A maior parte dos sequestros aconteceu dentro dos casinos, pelo que não teve impacto na segurança da cidade, indicou o secretário para a Segurança Wong Sio Chak.

A subir estiveram também os casos de fogo posto, num total de 54, mais 125 por cento do que em 2016.

“Segundo as informações obtidas pela polícia, nenhum dos casos de fogo posto e de homicídio estão relacionados com as sociedades secretas nem com interesses estabelecidos nos casinos. Até ao presente, a polícia ainda não recebeu informações sobre qualquer anormalidade no comportamento de associações secretas devido ao ajustamento das receitas do jogo”, afirmou o governante.

No ano passado ocorreram quatro casos de sequestro de devedores que resultaram em morte, por suicídio ou queda durante a fuga. Casos que envolveram pessoas do interior da China e que Wong Sio Chak disse já terem sido resolvidos.

Nos crimes relacionados com o jogo houve um aumento de 8,4 por cento que Wong Sio Chak atribuiu a uma maior eficácia das autoridades.

A Polícia Judiciária instaurou 1847 processos de crimes relacionados com o jogo, menos 0,2 por cento comparando com os 1851 de 2016.

Já as infracções relacionadas com táxis cresceram 32,3 por cento. Em todo o ano a polícia registou 5491 autuações, mais de metade de cobrança excessiva (3180). Outras 1574 foram relativas a recusa de tomada de passageiros e 1232 corresponderam a serviço de transporte ilegal.

Também as burlas aumentaram 22,5 por cento. Dos 910 casos registados no ano passado, 170 são burlas telefónicas, mais 29 casos do que em 2016. Na maioria dos casos quem ligava fazia-se passar por funcionário da administração ou dos serviços de migração.

No ano passado as autoridades instauraram quase 14.300 inquéritos criminais, uma queda de 94 casos ou 0,7 por cento em relação a 2016.

Fátima Valente