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AMCM: Jovens devem ponderar gastos ao comprar casa
Quinta, 08/02/2018
Os jovens são “o pilar da sociedade” e por isso devem ter mais facilidade na compra da primeira casa. Foi assim que a Autoridade Monetária justificou hoje, numa sessão de esclarecimentos, a medida de aligeirar o rácio dos empréstimos para os residentes entre os 21 e 44 anos que não tenham casa própria.

A directora do Departamento de Supervisão Bancária da Autoridade Monetária, Lau Hang Kun, afirmou que a compra de imóveis é “uma decisão muito importante” e que os “jovens devem ponderar a sua capacidade financeira”.

“Aqui não é encorajar os jovens de forma seca para comprarem casa porque eles têm de tomar uma decisão séria”, afirmou Lau Hang Kun.

Além dos limites ao crédito a conceder aos jovens, os bancos vão olhar também à capacidade de esforço no cumprimento do empréstimo. A ideia é que a prestação mensal não exceda os 50 por cento do salário. Uma exigência que a Autoridade Monetária diz evitar as situações de incumprimento e controlar o risco dos bancos.

Em Macau quase não há dívidas de particulares a bancos. Os dados oficiais apontam um crédito mal parado de 0,19 por cento.

A medida do rácio dos empréstimos à primeira habitação para os jovens faz parte de um pacote que prevê um imposto de selo de cinco por cento para a aquisição da segunda casa e de dez por cento para o terceiro imóvel. O director dos Serviços de Finanças, Iong Kong Leong, reiterou que a intenção é travar a especulação.

“Esta medida fiscal é para reduzir o desejo de investir dos cidadãos que já possuem um imóvel, para dar mais oportunidade àqueles que ainda não adquiriram um imóvel”, disse.

As alterações ao imposto de selo foram aprovadas esta semana na Assembleia Legislativa, bem como a alteração ao regulamento da contribuição predial. A ideia é que todas as medidas entrem em vigor ao mesmo tempo.

Fátima Valente