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FIJ: Dez anos de declínio na liberdade de imprensa na região
Terça, 06/02/2018
A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) traça uma “década de declínio” na liberdade de imprensa em Macau, assim como em Hong Kong e na China num relatório recentemente divulgado.

Sobre Macau, a Federação Internacional de Jornalistas refere, no relatório intitulado “Uma Década de Declínio”, o caso de pelo menos cinco jornalistas de Hong Kong impedidos de entrar no território para fazer a cobertura do tufão Hato em Agosto.

A federação cita também as denúncias da Associação de Jornalistas de Macau. Em causa estão alegações de que o governo estava a instruir pelo menos cinco órgãos de comunicação social para darem notícias “positivas” sobre a resposta ao Hato e para não “perseguirem o executivo pela responsabilidade do desastre”.

O documento também refere o primeiro relatório sobre a liberdade de imprensa da Associação de imprensa em Português e Inglês de Macau, que fala de constrangimentos no acesso às fontes de informação no território.

Sobre Hong Kong, a FIJ refere que o declínio na liberdade de imprensa em Hong Kong reflecte a crescente influência de Pequim nas questões internas do território, assim como a mão dura do Governo depois do movimento Occupy, em 2014.

A federação observa "dificuldades sem precedentes" na antiga colónia britânica. Entre os exemplos refere que durante a ocupação das ruas pelo movimento dos guarda-chuvas em 2014 e nos distúrbios durante o Ano Novo Chinês de 2016, pelo menos 100 profissionais dos média locais e estrangeiros foram atacados por manifestantes.

Diz a organização que as formas de pressão aos jornalistas variaram desde assédio, ameaças por carta e até ataques físicos.

Além disso denúncia as tácticas legais do governo e a autocensura por alguns média.

A eleição de Xi Jinping como secretário-geral do Partido Comunista Chinês em 2012 e para Presidente em 2013 é apontada como o “principal ponto de viragem” na última década.

Na China, a Federação fala nas detenções de jornalistas e nas cerca de 30 novas leis que aumentaram as pressões sobre a imprensa estatal e média independentes para agirem como veículos de propaganda para o Partido Comunista. Também refere o recurso a tácticas como confissões forçadas que já não eram vistas desde a era de Mao Zedong.

Fátima Valente