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Estudo: seguros mais do que duplicariam despesas de saúde
Segunda, 05/02/2018
O Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, defendeu hoje o modelo actual dos cuidados de saúde, afastando a necessidade de um sistema de seguros obrigatórios para a população. De acordo com um relatório dos Serviços de Saúde entregue aos deputados, a introdução de um sistema universal de seguros iria mais do que duplicar os gastos do Governo e dos residentes em cuidados de saúde, passando de um valor per capita de 14 mil patacas para as 35 mil e 800 patacas.

Para Alexis Tam, tanto na cobertura dada à população como do ponto de vista de financeiro, o actual sistema é mais eficaz. O secretário disse também duvidar da vontade dos residentes em comprarem seguros de saúde ou pagarem mais impostos.

“Será que os nossos residentes querem mesmo comprar um seguro de saúde? Querem mesmo comparticipar? Isto é que é fulcral. Em muitos países, nomeadamente na Europa, a população tem que comprar um seguro ou pagar um imposto que é alto”, afirmou.


Alexis Tam adiantou, no entanto, que o Governo está a estudar a possibilidade dos vales de saúde distribuídos à população serem utilizados na compra de seguros de saúde, adiantando que já foi encomendado um estudo sobre a matéria a uma instituição de Hong Kong.

Os dados divulgados hoje pelo Governo dão conta que as despesas com saúde (incluído gastos da Administração e dos residentes) aumentaram de 2.03 mil milhões de patacas em 2003 para as 9.43 mil milhões de patacas em 2016.Do número global de utentes que recorreram aos serviços de saúde, 54 por cento tiveram direito a cuidados gratuitos.

A introdução de um sistema universal de seguros de saúde foi a debate por iniciativa da deputada Song Pek Kei. Para Si Ka Long e Song Pek Kei há um problema no acesso a cuidados de saúde especializados, sobretudo no caso de pacientes com doenças graves que não tem capacidade para pagar os tratamentos, nem mesmo no hospital público.

“Sabemos que a camada etária entre os 18 e os 65 anos de idade é uma população activa. Mas muitas vezes como não têm capacidade financeira têm que vender as suas casas e veículos para tratarem da sua doença fora de Macau. Essa família cai num beco sem saída”, acrescentou Si Ka Lon.

Já Pereira Coutinho sugeriu ao Governo que avance com um sistema experimental de seguros de saúde para funcionários públicos. Um sistema que permitiria aos beneficiários escolher onde usufruir dos cuidados de saúde, dentro ou fora de Macau.

André Jegundo