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Wong Sio Chak confia no sigilo dos juízes portugueses
Sexta, 02/02/2018
É preciso ter em conta a segurança nacional e para isso torna-se preferível recorrer a juízes chineses nestes casos. O secretário para a segurança mostra assim que concorda com Sónia Chan, a responsável pela pasta da Administração e Justiça, nesta questão. Wong Sio Chak esclarece que em momento algum se coloca em causa a honestidade dos magistrados portugueses.

“Nunca houve qualquer caso de juízes portugueses a divulgarem dados que atentam contra o sigilo profissional. O que foi dito não se deveu a terem ocorrido casos semelhantes. Isto tem que ver com alguma informação a nível nacional, portanto é preciso ter em conta os interesses nacionais. Não é uma dúvida sobre os juízes portugueses, porque, tanto quanto sei, não houve casos”, disse Wong Sio Chak.

Durante a tomada de posse do novo director da Polícia Judiciária, o secretário foi abordado sobre os tufões. Wong Sio Chak diz que na próxima semana vai ser entregue ao Chefe do Executivo um plano para fazer face às catástrofes naturais. Para além disso vai ser criado um novo serviço para prevenção, higiene e segurança.

“Os planos são de médio e longo prazo. Em termos de intervenção rápida temos que preparar os trabalhos. Na próxima semana vou entregar ao Chefe do Executivo o plano para, em termos de legislação, sabermos como é que podemos fazer face às catástrofes naturais”.

O secretário para a segurança garante que estão pensadas alternativas para quando as comunicações falharem, como aconteceu após a passagem do tufão Hato. 60 walkie-talkies mais aparelhos sonoros em carros para divulgação de informações em situações extremas foram já adquiridos.

O governante sublinha que o Executivo não vai ler as mensagens da população nas redes sociais durante as catástrofes, uma dúvida que foi levantada logo após a tragédia de Agosto. Apenas em caso de pessoas suspeitas de terem praticado um crime e que estejam sob investigação é que se pode recorrer a essa medida.

Noutro âmbito, Wong Sio Chak foi questionado sobre o serviço de táxis. Fiscais agredidos e taxistas que fogem às fiscalizações: são problemas que existem, reconhece Wong Sio Chak.

“Há algumas dificuldades e falta de eficácia no trabalho de fiscalização. A punição é leve. Portanto, essas ilegalidades cada vez existem mais. Relativamente às autoridades policiais, nós lamentamos a situação e estamos a aumentar os trabalhos de execução da lei. Ao mesmo passo, também enfrentamos vários riscos. Temos de trabalhar na rua e parar esses táxis, que na verdade fazem tudo para evitar a fiscalização”, lamentou.

João Picanço