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Director da PJ admite falta de pessoal para novos centros
Sexta, 02/02/2018
Criar um centro de cibersegurança e uma divisão antiterrorista. São as prioridades do novo director da Polícia Judiciária (PJ). Sit Chong Meng tomou posse esta manhã e diz que o grande problema da PJ é a falta de recursos humanos.

O novo director da PJ antevê já os recursos necessários para fazer face à legislação futura. É preciso formar e recrutar, pois são necessários técnicos especialistas em cibersegurança e antiterrorismo. Para esta última, com o director a querer colocar uma nova divisão a funcionar até final do ano, “são necessários mais 25 operacionais”. Sit Chong Meng garante que já há trabalhos nesse sentido.

“Vamos fazer primeiro a formação do pessoal actual. Já enviámos pessoas para formação com a Interpol e, neste momento, possuem um nível de qualidade aceitável. Mas temos também de aumentar o pessoal, porque a área informática precisa de especialistas”, declarou Sir Chong Meng depois da cerimónia da tomada de posse.

Antes de contratar fora, algo que também deve acontecer, o director da PJ diz que por Macau também existe gente muito capaz: “Temos uma divisão de investigação de crime informático e uma divisão forense. A PJ conta com pessoal especialista. Nos últimos anos temos enviado pessoas para França e Singapura para fazerem formação. Os técnicos ou técnicos superiores já têm qualidade e são reconhecidos internacionalmente”.

O novo detentor do posto máximo da Judiciária também abordou a lei da cibersegurança, que tem dado que falar devido às dúvidas de intromissão na vida privada da população. Contudo, Sit Chong Meng garante que o objectivo é “proteger as infra-estruturas críticas”.
Acerca do aumento dos números do jogo, o director reconhece que pode também trazer mais criminalidade, mas acredita que a PJ, em estreita colaboração com o sector, “está preparada”.

Sit Chong Meng está na PJ desde 1990. Era já director, em regime de substituição, desde 20 de Dezembro do ano passado. A comissão de serviço no novo cargo é de um ano.

João Picanço