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PJ: 60% da criminalidade relacionada com cartões pré-pagos
Terça, 30/01/2018
Mais de 60 por cento dos casos investigados pela Polícia Judiciária envolvem suspeitos que utilizam cartões de telemóveis pré-pagos na actividade criminal.

O número foi adiantado hoje pelo director da Polícia Judiciária, Sit Chong Meng, justificando assim a necessidade de se avançar com a nova Lei de Cibersegurança.

A legislação prevê que os operadores de telecomunicações passem a solicitar dados de identificação reais aos compradores de cartões pré-pagos.

Apesar da descida que se registou nos últimos dois anos na criminalidade informática, o director da Polícia Judiciária defendeu hoje que Macau precisa de se preparar para a possibilidade de um ciberataque em larga escala.

Actualmente em consulta pública, a nova lei de cibersegurança dá um papel central à Polícia Judiciária, a quem vai caber a coordenação do futuro Centro de Alerta e Resposta a Incidentes de Cibersegurança (CARIC).

O CARIC será responsável por monitorizar o tráfego de dados informáticos de infra-estruturas classificadas como críticas.

De acordo com o documento de consulta pública, divulgado pelo Governo, vão ser incluídas na rede de infra-estruturas críticas todos os serviços públicos, os transportes terrestres, marítimos e aéreos; os serviços de teledifusão e radiodifusão; rede pública da internet e o sector financeiro.

Face aos receios e críticas que a proposta tem gerado, o director da PJ rejeita a nova estrutura possa vir aceder e controlar o conteúdo das comunicações feitas através da internet.

“Com a lei da cibersegurança iremos apenas verificar o fluxo das informações mas em relação ao conteúdo não podemos ter conhecimento sobre os pormenores”, afirmou o director da Polícia Judiciária, no encontro de Ano Novo Chinês com a comunicação social.

André Jegundo