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Doações de Wynn a políticos alvo de escrutínio nos EUA
Segunda, 29/01/2018
As doações de Steve Wynn a candidatos do Partido Republicano estão agora a ser alvo de escrutínio nos Estados Unidos, depois de dois senadores republicanos terem pressionado a organização política na sequência das acusações de assédio sexual contra o magnata.

A senadora republicana Susan Collins apelou aos candidatos do partido para que devolvam as contribuições monetárias feitas por Steve Wynn.

De acordo com Collins, representante do estado do Maine, os republicanos que aceitaram dinheiro de Wynn que ainda não foi gasto devem devolvê-lo.

Citada pelo jornal The Washington Post, Susan Collins afirmou que nem deve haver dúvidas sobre o que há a fazer e mostrou-se ainda “muito satisfeita” porque Wynn se demitiu da presidência da área financeira do Comité Nacional Republicano.

Para Collins, as acusações de assédio sexual que pendem sobre Steve Wynn são “muito graves”.

Entrevistado no canal televisivo ABC, outro senador republicano, Lindsay Graham, foi menos directo, mas nem por isso mais brando com o magnata.

O político da Carolina do Sul considera que o Partido Republicano deve fazer aquilo que pediria ao Partido Democrático, recusando que deva existir um “padrão duplo”.

Após as acusações de assédio sexual contra o produtor de cinema Harvey Weinstein, muitos republicanos pediram aos democratas para que devolvessem as doações que o empresário tinha feito.

Só nos últimos cinco anos, Steve Wynn doou mais de 1,5 milhões de dólares americanos ao Partido Republicano.

A pressão sobre o magnata chega também do Partido Democrático.

A senadora Elizabeth Warren disse a jornalistas que o projecto de Steve Wynn em Boston deve ser alvo de escrutínio após as acusações, com o objectivo de “analisar o carácter e a capacidade” da pessoa que vai liderar o projecto avaliado em 2,4 mil milhões de dólares americanos, algo que a Comissão do Jogo de Massachusetts já se mostrou disponível para fazer.

No sábado, a entidade reguladora afirmou em comunicado que “está ciente e a levar muito a sério as alegações preocupantes” avançadas pelo diário The Wall Street Journal.

Hugo Pinto