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Novos aterros: Zona A com metro subterrâneo e de superfície
Quarta, 24/01/2018
O Conselho de Planeamento Urbanístico (CPU) discutiu hoje oito projectos, sete dos quais para habitação pública, para a Zona A dos novos aterros. Mas os membros do conselho mostraram-se preocupados com matérias como o metro, o trânsito e as zonas verdes.

Wu Chou Kit questionou se as obras vão todas começar ao mesmo tempo porque o sector pode não ter capacidade de resposta. “Se iniciarmos todos as obras em conjunto, não sei se o sector de construção consegue suportar este encargo”, afirmou.

Na resposta, as Obras Públicas lembraram que o secretário para os Transportes e Obras Públicas já disse que a construção vai ser de forma faseada.

O fluxo de tráfico levanta igualmente algumas dúvidas. Mak Soi Kun apelou a um planeamento para evitar situações como as verificadas em Seac Pai Van. “Se agora não fazem uma previsão correcta então pode ocorrer uma situação como aquela zona. É engarrafamento por todo o lado”, defendeu.

Sobre as preocupações com o metro ligeiro na Zona A dos novos aterros, as obras públicas esclarecem que, de acordo com o plano geral, “o eixo norte-sul vai ser construído na área subterrânea” e quanto ao “eixo leste-oeste, ou seja, uma via destinada à ilha artificial fronteiriça da Ponte Macau- Hong Kong- Zhuhai, vai ser na parte superior”.

Os membros do CPU alertaram ainda para a necessidade de zonas verdes. O Governo estima uma área de cerca de 20 por cento do todo o aterro, que incluí a criação de vários corredores que atravessam o aterro de norte a sul e de leste a oeste.

Uma ideia que agrada a Rui Leão: “Isto parece uma solução interessante e importante como forma de distribuir a densidade e qualificação do espaço urbano, porque senão se as ruas são limitadas aos pódios e ao espaço entre fachadas cria-se uma cidade que, como já vimos no Zape e alguns sítios do Nape, é muito precário e pouco qualificado”.

Marta Melo