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Número de “junkets” é o mais baixo dos últimos 12 anos
Quarta, 24/01/2018
Macau tem actualmente 109 promotores de jogo, número que representa uma queda de 13,5 por cento em comparação com o ano passado e o mais baixo dos últimos 12 anos, de acordo com a lista publicada, hoje, em Boletim Oficial pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos.

É preciso recuar até 2005, quando só estavam no mercado de jogo duas operadoras, a Sociedade de Jogos de Macau e a Sands China, para encontrar um número mais baixo de “junkets” do que aqueles que existem actualmente: há 13 anos eram apenas 76.

Entre 2006 e 2015, o número de promotores manteve-se acima dos 150, tendo em 2012 ultrapassado a barreira dos 200 – eram, então, 219. No ano seguinte, foi batido novo recorde, 235, e depois começou a queda.

Em 2014, quando as receitas entraram num declínio que haveria de durar dois anos, o sector dos “junkets” diminuiu para 217 e, em 2015, para 183.

Nesse ano, entraram em vigor novas regras de controlo, na sequência do chamado caso Dore, em que uma antiga funcionária da empresa de “junkets” terá desviado depósitos de investidores no valor de centenas de milhões de patacas.

Em 2016, havia 141 promotores de jogo e no ano passado operavam 126, uma descida anual de 10 por cento e o número mais baixo desde 2006.

Na altura, o Governo associou a queda à maior regulamentação do sector.

Em meados do ano passado, arrancou uma série de auditorias às contas de “junkets” com o objectivo é passar a pente fino os registos dos depósitos temporários e créditos dos clientes, analisando o rácio de movimentação financeira de cada promotor de jogo.

As auditorias surgiram no quadro do reforço da regulamentação e fiscalização das contas financeiras dos “junkets”, com novas instruções a definirem regras mais apertadas no exercício da profissão e ao nível do regime contabilístico.

Hugo Pinto