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Mais doenças respiratórias: SSM afastam poluição como causa
Terça, 23/01/2018
Há mais pessoas com doenças respiratórias a dar entrada no hospital público. Os Serviços de Saúde dizem que o aumento deve-se, sobretudo, a casos de gripe, que mais que triplicaram nas últimas semanas.

Os dados foram avançados hoje, em conferência de imprensa: em cada 100 pessoas atendidas, 33 têm doenças respiratórias.

Lei Chin Ion, director dos Serviços de Saúde, reconhece que “esta semana houve um aumento” de casos, mas afasta a qualidade do ar como a principal causa. “O factor principal é a gripe. A qualidade do ar pode afectar, mas não é predominante”, afirma, ao defender que “não podemos estabelecer um nexo de causalidade entre poluição e doença respiratória, em pessoas normais”.

Ontem, ao final da tarde, Macau registou uma concentração de partículas PM 2.5 oito vezes superiores aos recomendados pela Organização Mundial de Saúde. A qualidade do ar deve manter-se insalubre até amanhã.

Os alertas sobre os níveis de poluição são dados pelos Serviços Meteorológicos e Geofísicos. Da parte dos Serviços de Saúde há apenas recomendações para os doentes crónicos. Lei Chin Ion afasta alterações ao actual sistema, alegando que, em cenários piores do que o de Macau, como em Pequim, não há alertas por parte das autoridades de saúde.

Lei falava numa conferência de imprensa sobre o aumento significativo de casos de gripe – de 49 casos em cada mil pessoas, na primeira semana de Janeiro, para 181 casos em mil, nos últimos sete dias.

Também desde o início deste mês, foram registados 13 casos graves, de gripe e pneumonia. Dos sete casos identificados esta semana, seis dizem respeito a pacientes que não estavam vacinados.

Os Serviços de Saúde apelam à vacinação: há ainda 10 mil doses disponíveis, do lote de 120 mil vacinas contra a gripe comprado este ano.

Sónia Nunes