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Governo:Reconhecimento de cartas promove integração regional
Segunda, 22/01/2018
Uma oportunidade de desenvolvimento e não um fardo para Macau. O Governo foi hoje à Assembleia Legislativa defender o reconhecimento mútuo das cartas de condução entre Macau e a China Continental, num debate promovido pelo deputado Leong Sun Iok, da Associação dos Operários.

Para o Executivo é uma medida importante no âmbito da estratégia de desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e que terá pouco impacto no número de veículos que circulam no território.

“Isto tem a ver com a articulação com o plano da Grande Baía, bem como facilitar o deslocamento de pessoas e comerciantes. Tem que ver com o desenvolvimento de diferentes regiões da China. As pessoas precisam de deslocar-se para outras províncias para além de Guangdong”, afirmou Lam Hin San, o director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego.

Os dados apresentados pelo Governo dão conta que o maior impacto poderá acontecer no mercado de aluguer de veículos. No curto prazo prevê-se que mais uma centena de carros possam circular nas ruas de Macau, conduzidos por condutores com carta da China continental.

O Comissário da PSP Lao Sio Hap desvalorizou, no entanto, o impacto que a medida vai ter no trânsito. “Não existe uma relação necessária entre este reconhecimento das cartas de condução e o aumento do número de carros. Só haverá mais condutores legais e não carros. Só as pessoas têm a habilitação”, apontou.

Leong Sun Iok, o autor da proposta de debate que está hoje a acontecer na Assembleia Legislativa, contrariou esta ideia. Para os Operários a medida é um convite à compra de carro em Macau por parte de trabalhadores não residentes da China Continental.

“No futuro os TNR vão comprar veículos para conduzir em Macau e isso vai, de certeza, aumentar a pressão do trânsito”, defendeu Leong Sun Iok.

Um debate proposto pelo deputado dos Operários Leong Sun Iok. Também neste debate o secretário para os Transportes e Obras Públicas garantiu que a situação de estacionamento tem melhorado, sobretudo devido à redução do número de veículos em circulação: foram cerca de dez mil nos últimos anos, segundo Raimundo do Rosário.

André Jegundo