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Fecho de consulado angolano não preocupa Câmara de Comércio
Domingo, 21/01/2018
O presidente da Câmara de Comércio de Angola em Macau, Carlos Lobo, considera “completamente compreensível” que Luanda esteja a estudar a possibilidade de encerrar o consulado-geral em Macau, desvalorizando um eventual impacte negativo no investimento a partir do território, caso a medida se confirme.

Em declarações à TDM – Rádio Macau, Carlos Lobo lembrou que, com o presidente João Lourenço, há em Angola uma nova forma de encarar as questões de Estado, significando isso que as estratégias estão a ser repensadas: “A informação que existe é que há um estudo, o que é completamente compreensível, dado a nova forma de ver as questões de Estado do novo presidente João Lourenço. É compreensível que, com o novo presidente, numa nova fase, se reequacione tudo e que se tente optimizar os recursos de Angola. Há que esperar de forma paciente qualquer decisão”.

A possibilidade de encerrar o Consulado-Geral de Angola em Macau é admitida pelo governo de Luanda, que estuda a hipótese de acabar com nove embaixadas e 18 consulados-gerais, de acordo com documentos a que a agência Lusa teve acesso, com o objectivo de poupar cerca de 66 milhões de dólares.

Além de Macau, é proposto também o encerramento dos consulados-gerais em Cantão e Hong Kong.

Lembrando que ainda nenhuma decisão foi tomada, o presidente da Câmara de Comércio de Angola em Macau considera que não haverá um impacte negativo no interesse pelo investimento no país africano: “Julgo que não. Desde logo, é preciso lembrar o papel fulcral do Fórum Macau. Poderá haver algumas questões que terão de ser estudadas relativamente a potenciais vistos, mas, a recente visita do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês a Luanda criou novas aberturas nessa área, pelo que quaisquer impactes negativos a existirem poderão ser colmatados por outras medidas”.

O presidente da Câmara de Comércio de Angola em Macau rejeitou ainda que o eventual encerramento do consulado geral angolano represente um passo atrás na estratégia da plataforma: “Não se pode dizer que seja um revés. O que se pode dizer é que é uma nova opção para as relações com Macau. A Câmara de Comércio de Angola em Macau vai fazer tudo para apoiar o consulado e a comunidade angolana e os empresários que tenham interesses em investir em Angola. Continuaremos a fazer o nosso papel de forma calma e segura. Estamos aqui para ficar. Apoiaremos quaisquer medidas que o governo angolano venha a decidir para esta região”.

Carlos Lobo defendeu que Macau é importante para Angola e elogiou “o bom trabalho” que o consulado do país africano tem feito aqui no território, bem como a delegação junto do Fórum Macau, “a representar Angola e os interesses angolanos”.

Segundo Carlos Lobo, “esse trabalho tem vindo a ser reconhecido e a importância de Macau para Angola e a China é reconhecida por todos”.

A Câmara de Comércio de Angola em Macau foi criada em Novembro do ano passado.

Carlos Lobo diz que neste curto período foi demonstrado já um “enorme” interesse pelo país africano: “O número de contactos que já tivemos com pessoas e empresas interessadas em criar um novo relacionamento com Angola é enorme. Honestamente, não estava à espera de uma tão grande recepção nesta área”.

Hugo Pinto