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Marques Baptista: PJ lamenta morte de profissional corajoso
Domingo, 21/01/2018
A Polícia Judiciária de Macau expressou “profunda tristeza e pesar” pela morte de António Marques Baptista, o último director da PJ de Macau antes da transferência de administração, falecido na sexta-feira vítima de acidente vascular cerebral.

Numa nota divulgada pelo Gabinete de Comunicação Social, a Polícia Judiciária descreve Marques Baptista como “grande respeitador da sua profissão”, que “expressou sempre habilidade e capacidade”.

O texto lembra que, durante o mandato de Marques Baptista, entre 1996 e 1999, “a segurança de Macau passou por um período de instabilidade”, mas “com coragem e imparcialidade, António Marques Baptista liderou a Polícia Judiciária de Macau no combate a todo o tipo de criminalidade que influenciava negativamente a segurança desta cidade”.

“Nesta ocasião”, lê-se ainda, “através desta mensagem, manifestamos a nossa admiração e o nosso pesar, queremos também externar solidariedade e simpatia para com a sua família”.

Nascido em Portalegre em 1952, licenciado em Direito, António Marques Baptista desempenhou as funções de director da Polícia Judiciária de Macau entre 1996 e Dezembro de 1999, um período marcado pela “guerra das seitas”.

Chegado a Macau em Março de 1992, no território foi também delegado do Procurador da República junto da terceira secção do Tribunal de Competência Genérica.
Em Macau, Marques Baptista integrou ainda o corpo docente da Escola da Polícia Judiciária, dando aulas de Direito Processual Penal.

Para a história dos últimos anos da administração portuguesa de Macau ficaram as imagens de António Marques Baptista, em 1998, a sair do Hotel Lisboa com um algemado Wan Kuok-koi, também conhecido pela alcunha “Dente Partido”, considerado o líder da seita 14K.

Hugo Pinto