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Transportes e trânsito entre as preocupações dos deputados
Terça, 16/01/2018
Zheng Anting defendeu, esta tarde, que o Governo tem de estudar o regime de gestão das empresas de autocarros, depois do acidente mortal que envolveu um autocarro. Para o deputado há que realizar formações para os condutores e trabalhar para atrair mais jovens para a profissão.

“Se a intenção do Governo é esperar, com o aumento das tarifas, reduzir os subsídios financeiros atribuídos anualmente às companhias de autocarros, mas sem elevar a qualidade dos serviços prestados, só vai haver cada vez mais vozes de oposição”, afirmou Zheng Anting esta tarde na Assembleia Legislativa no período de antes da ordem do dia.

O acidente com um autocarro na semana passada foi também referido por Mak Soi Kun. O deputado defendeu a ideia de uma carteira profissional para motoristas.

“O mais importante é concretizar o regime de carteira profissional, para que os diferentes motoristas portadores de carta de condução de pesados só possam conduzir depois de obterem a carteira profissional, o facto de ter carta de pesados não significa domínio das técnicas de segurança, portanto, devem passar por formação e só depois de aprovados no exame e de obtido o certificado respectivo é que devem poder trabalhar”, defendeu.

Já Wu Chou Kit apresentou várias sugestões para a melhoria dos transportes. Entre as propostas feitas consta um sistema de travão automático, uma reavaliação das passadeiras e semáforos e a revisão global das políticas de funcionamento do sistema de transporte público.

Para a melhoria dos transportes de autocarros, Wu Chou Kit sugeriu, entre outras coisas, que seja seja reforçada a “eficiência de exploração” e encurtado “o período de tempo para a tomada e largada de passageiros”. “Destacar mais pessoal para as principais paragens de autocarros nas horas de ponta, a fim de se manter a ordem. Distribuir os passageiros pela parte de trás do autocarro, para poderem entrar mais pessoas, evitando que os passageiros fiquem parados à frente da porta, impedindo a entrada e afectando a ordem nas paragens”, foram ideias defendidas por Wu Chou Kit.

Esta tarde, Song Pek Kei referiu que é necessário rever o planeamento e a implementação das estratégias de trânsito, distribuir os recursos e aumentar a capacidade das vias. Diz a deputada, “só assim é que será possível melhorar a circulação rodoviária”.

Já Si Ka Long pediu ainda uma mentalidade moderna ao Governo para resolver a questão do trânsito e isso, argumenta, passa também por parques de estacionamento mais inovadores. De acordo com o deputado o Governo justifica-se com a pequenez do território, mas na sua opinião a questão é outra: “o problema reside, em grande medida, na falta de flexibilidade de alguns governantes, fazendo com que os trabalhos de manutenção e optimização das nossas instalações de trânsito fiquem muito aquém dos das regiões vizinhas”.

Marta Melo