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1.731 suspeitas de violência doméstica até Setembro de 2017
Domingo, 14/01/2018
Macau registou 1.731 denúncias sobre alegados casos de violência doméstica nos primeiros nove meses do ano passado. Por 1.330 vezes, as suspeitas foram acompanhadas de aconselhamento. No mesmo período, houve 82 casos confirmados deste tipo de crime.

Os dados foram avançados à TDM – Rádio Macau pelo Instituto de Acção Social (IAS), que pretende reforçar este ano o apoio às vítimas deste tipo de crime, não só ao nível do número de vagas de acolhimento, mas também em termos de recursos humanos que trabalham nestes centros de abrigo.

Os números têm por base o Sistema Central de Registo de Casos de Violência Doméstica. Um sistema que contabiliza as situações registadas desde a entrada em vigor da lei de prevenção e combate à violência doméstica, a 5 de Outubro de 2016.

Ainda de acordo com os dados mais recentes, avançados pelo IAS, entre Janeiro e Outubro houve oito casos “relativos a arguidos detidos” por alegado envolvimento em violência doméstica. Casos que se encontram “em processo judicial” e que só deverão ser julgados “em meados” deste ano.

Na resposta à rádio, o IAS dá também conta dos actuais números de vagas para prestação de abrigo temporário às vítimas de violência doméstica: 20 no Centro Bom Pastor, 69 no Centro de Solidariedade Lai Yuen, da Associação das Mulheres de Macau, e 11 para o Centro de retiro para homens, aberto em Maio do ano passado.

No último mês de Novembro, segundo o Jornal Tribuna de Macau, o centro Lai Yuen alertou para a existência de uma grande procura por parte de vítimas de violência doméstica. Mas, nesta resposta à rádio, o IAS garante que, apesar de os lares destinados a mulheres serem os que têm uma maior taxa de utilização, as vagas não foram todas preenchidas e não foi recusada a entrada a ninguém que precisasse de ajuda.

Ainda assim, o instituto adianta que este ano “vai criar mais 15 vagas de residência temporária para as mulheres afectadas pela violência doméstica”. Uma medida que surge a par de um aumento dos recursos humanos nestas instalações de apoio, “por forma a melhorar a eficiência dos serviços de abrigo”.

Já em relação à lei de prevenção e combate à violência doméstica, o IAS entende que, com base nas opiniões recolhidas até agora, o trabalho relativo a este tipo de casos “é, de uma maneira geral, satisfatório”. O organismo promete que os diversos serviços envolvidos no combate e prevenção da violência doméstica vão continuar a manter “uma estreita comunicação e cooperação”, de modo a poderem prestar o apoio e a protecção adequada “em tempo oportuno”.

Sofia Jesus